Internet.org: eficiência, eficiência, eficiência…


 
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Em Agosto, ficamos a conhecer o Internet.org, um esforço conjunto do Facebook e de mais 6 empresas para colocar todo o Mundo online. A meta é ambiciosa e apenas alcançável com uma tecnologia mais eficiente, que passe por apps e websites que consumam menos dados – conforme detalha um documento de 70 páginas divulgado esta segunda.

Em Agosto passado, o Facebook, a Ericsson, a MediaTek, a Nokia, a Opera, a Qualcomm e a Samsung juntaram-se num projecto comum, o Internet.org, cuja meta é ter todo o Mundo online, de forma a que qualquer pessoa tenha acesso gratuito ao serviço básico de Internet. As sete empresas defendem que é possível criar uma infra-estrutura eficiente e sustentável e que só através dela o objectivo do Internet.org consegue ser alcançado.

O documento agora divulgado, intitulado “A Focus On Efficiency”, detalha ao longo de 70 páginas a importância da eficiência para cumprir objectivo de conectar o Mundo. O Facebook analisa como pretende construir infra-estruturas mais eficientes para conectar todos os seus 1,15 mil milhões de utilizadores e explica como está a trabalhar para fazer mobile apps que consumam menos dados e menos energia. Por seu lado, a Qualcomm e a Ericsson olham para o futuro e para o que será necessário para que as redes móveis e as restantes infra-estruturas consigam suportar uma nova onda de utilização de internet móvel.

O artigo examina como Facebook abordado construir tecnologias de infraestrutura mais eficientes para conectar mais de um bilhão de usuários e como está trabalhando para construir aplicativos móveis que usam menos dados e energia. Da Qualcomm e Ericsson contribuições olhar para o futuro eo que será necessário para garantir que as redes móveis e infra-estrutura pronta para suportar a próxima onda de uso da Internet móvel.

Num Mundo desigual, onde muitas sociedades enfrentam diariamente desafios sociais, económicos e humanitários urgentes, que valor tem a tecnologia e em particular o acesso à Internet. A verdade é que são já muitas as organizações focadas em resolver os problemas de saúde precária e de escasso acesso à água, por que não ter outras focadas nos problemas com os quais têm afinidade? Certo é que a tecnologia é, cada vez mais, um factor crucial nas nossas sociedades, desenvolvendo países, salvando vidas, transformando comunidades e revolucionando o modo como as pessoas interagem umas com as outras. Um artigo da Reuters, que, de seguida citamos, explora este assunto controverso:

First, better tools for diagnosis and communications can lead to differences in health outcomes. One group of students at Stanford, through our Liberation Technology course, recently produced a mobile app to improve clean water delivery in a large slum in Kenya, allowing users of the app to locate the cheapest prices for water in their community, comment on quality and identify sources of water that make people ill. Another app for community workers targets cholera treatment in areas without any physicians. While many of us in the developed world use our mobile phones for triviality, in developing countries they can be the first line of defense in a public health emergency. This isn’t about cat pictures or Angry Birds — mobile phones can be the difference between life and death.

Second, the Internet has a vital role to play in supporting the broader socioeconomic changes in developing countries necessary to improve quality of life. Disease, malnutrition and poor health are products of poverty, and countries that struggle with these challenges need jobs and growth as much as they need the right drugs and treatments. According to McKinsey, the Internet accounted for around 21 percent of GDP growth in developed countries over the past five years, and in countries in economic transition the Internet already accounts for an average of 1.9 percent of GDP. But according to the International Telecommunication Union only around 16 percent of people in Africa are online today. To unlock the full economic potential of the Web, Africa must be fully connected.

Third, the Internet provides an amazing opportunity today to spread greater knowledge that can help save lives and transform approaches to global health. On the simplest level, the Internet can be used by local physicians, community workers and ill patients in developing countries to find information and resources cheaper and faster. Recipes downloaded online for homemade oral rehydration salts that prevent dehydration and death from diarrhea can be just as effective as more expensive imported vaccines. More complex education projects have huge potential for transforming the quality of health infrastructure in developing countries. The Fogarty International Center at the National Institutes for Health is running one initiative that develops electronic training for researchers in poorer communities, demonstrating protocols for conditions such as diabetes, HIV and malaria.

Achieving access to clean water, food and healthcare are essential priorities for developing countries. Connectivity isn’t a substitute for these things. But no one suggested it should be. All the evidence today suggests that connectivity is an enabler of the broader development agenda. Today, the Internet can not only help mean the difference between eating and starving, sickness and health, or life and death, but can help defend human rights, improve governance, empower the poor and promote economic development.

As we work to continue advancing global health and humanitarian initiatives, let’s move beyond the false notion that we must face a choice between “serious” development goals and connecting the world. Getting the world online is a serious development objective. The Internet might not be a sufficient tool to make the world go to bed happy, healthy and well-fed each night, but it’s an essential one — and Zuckerberg’s mission is well-worth pursuing.

Nesse mesmo documento é possível encontrar alguns dados interessantes. Mais de 250 MIL MILHÕES de fotos foram carregadas desde sempre para o Facebook; por dia, são carregadas 350 MILHÕES de fotos (em 2011, a rede tinha apenas 100 milhões de fotos). Quanto a conteúdo, os mais de 1,15 mil milhões de utilizadores partilham 4,75 MIL MILHÕES de itens (posts, comentários, vídeos, fotos, status updates…) por dia. Diariamente são gerados 4,5 MIL MILHÕES de likes e enviadas 10 MIL MILHÕES de mensagens.

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!