A modelo Victoria’s Secret que gosta de programar


Lyndsey Scott estudou informática na universidade, mas foi na moda que decidiu fazer carreira. É hoje modelo. Veste Victoria’s Secret, Gucci e Prada na passarela, mas não esqueceu o gosto pela programação. E é a isso que se dedica nos tempos livres.

Por mais exemplos de programadoras bonitas que possamos dar (google this: Michele Reilly; Kaila MacDonald; Amanda Berkowitz), é impossível escapar ao estereótipo do programador, de 20 e tal anos, do sexo masculino, com a barba por fazer, despenteado, e mais ou menos mal vestido. Lyndsey é tudo menos isso.

Apesar do sucesso na passarela, Lyndsey Scott continua a gostar do código, dos zeros e dos uns e de tudo o que está relacionado com programação. Nunca trabalhou em nenhuma empresa (nem em Manhattan, nem tão pouco em Silicon Valley), pois aquilo que queria mesmo era a moda. “Adoro. É uma forma de representação: transformar em diferentes personagens e criar obras de arte duradouras”contou ao Business Insider, acrescentando que conta permanecer no mundo da moda o máximo tempo que conseguir.

“Estava certa de que aquilo que queria ser era actriz, pelo que comecei a fazer audiências em Nova Iorque mal acabei o curso.” No início não teve muita sorte: muitas portas fechavam e nenhuma se abria. Lyndsey ponderou desistir, mas, quando tudo parecia perdido, “uma agência encontrou as minhas fotos online e ofereceu-me um contracto”.

Quanto à programação, optou pelo regime freelancer. Já criou, por exemplo, uma app para apoiar a educação em África e outra para os actores e modelos criarem portefólios profissionais e elegantes. “A minha app iPort é só para iPads dado que se trata de uma app que permite aos modelos e outros artistas criarem e editarem o seu portefólio, e para tal precisam de um ecrã grande”, explicou. “Mas, na maioria dos casos, prefiro desenhar as minhas apps quer para iPhone e iPad para dar aos utilizadores opção de escolha.”

Lyndsey prefer o iOS ao Android, mas não descarta a possibilidade de programar para a plataforma da Google. Programa em Java, C++, Python e também já fez um pouco em MIPS, com um Macbook Air. “Sou uma grande fã do Python – é super intuitivo; se escrevesse a minha própria linguagem de programação, seria muito parecida com o  Python”, referiu, apesar de agora estar mais focada em Objective-C, uma outra linguagem.

O gosto pela programação apareceu quando tinha 13 anos (ou menos) e andava no liceu. “Comecei a programar jogos na minha calculadora TI-89 no liceu, mas muita pensei nisso como ‘coding’. Via aquilo apenas como uma forma de criar jogos divertidos com os quais me pudesse entreter”, disse. “Penso que, no geral, muitos jovens gostariam de perceber melhor de que é feita a tecnologia que usam diariamente, mas poucos arriscam a fazê-lo realmente.”

Lyndsey é activa no Stack Overflow, uma espécie de Quora para programadores, através do qual eles podem colocar dúvidas e questões sobre determinados tópicos à comunidade, e receber desta respostas. “Apenas criei o meu perfil quando precisei de colocar a minha primeira pergunta. Provavelmente já li muitos posts no Stack Overflow”, comentou.