Pode a tecnologia prever os Grammys? (Ainda) não


A 56ª edição dos Grammys aconteceu ontem à noite e todos tínhamos uma opinião sobre quem iria ganhar. Até o Spotify. O serviço de streaming de música arriscou vários nomes como os grandes vencedores dos prémios da indústria discográfica americana deste ano, mas acertou só em dois deles.

O Spotify fez as previsões com base nos dados que possuí das músicas, dos álbuns e dos artistas que os mais de 20 milhões de utilizadores ouvem no serviço. O que nos levou a colocar a questão: pode a tecnologia prever os Grammys?

Em 2013, a empresa nao se saiu mal no papel de Maya. Acertou nos vencedores das categorias Música do Ano (ganhou a “Somebody That I Used to Know” do Gotye), Álbum do Ano (o Babel dos Mumford & Sons) e Melhor Música Country (“Blown Away” de Carrie Underwood), apesar de não adivinhado os das categorias Melhor Novo Artista (o Grammy foi para os The Lumineers) e Melhor Performance Pop a Solo (ganhou a Adele com “Set Fire To The Rain”).

Sem mais demoras, estas foram as apostas do Spotify para os Grammys 2014:

  • Música do Ano: “Radioactive”, dos Imagine Dragons
    “Não existed dúvidas quanta a seta categoria; o success dos Imagine Dragons tem 3 vezes mais streams que o sucesso de Verão do Robin Thicke, que aparece em segundo no Spotify.”
  • Álbum do Ano: The Heist, de Macklemore & Ryan Lewis
    “The Heist tem mais de 40 vezes mais streams que o Random Access Memories dos Daft Punk, e 3 vezes mais streams que as outras três nomeações juntas.”
  • Melhor Novo Artista: Macklemore & Ryan Lewis
    “Este par é claramente favorito, batendo o Kendrick Lamar em 70% e o companheiro novato Ed Sheeran com quase o triplo do número de streams.”
  • Melhor Performance Pop a Solo: “Royals”, de Lorde
    “A corrida pela Melhor Performance Pop a Solo está renhida, com o “Mirrors” do Justin Timberlake e o “Roar” da Katy Perry em segundo lugar.”
  • Melhor Performance Pop Duo/Group: “Get Lucky”, dos Daft Punk com Pharrell Williams e Nile Rodgers
    “O ‘Get Lucky’ dos Daft Punk teve 20% mais streams que o ‘Blurred Lines’ do Robin Thicke.”

Também o Shazam – aquela app que identifica as músicas que estejam a tocar num rádio, na televisão ou até num concerto – decidiu publicar algumas previsões, com base no número de vezes que uma música, um artista ou um álbum foi identificado com o serviço. Obviamente que esta métrica, quando comparada com a do Spotify, é menos precisa. Isto porque teoricamente recorremos ao Shazam para ele nos dizer que música é aquela que nós não conhecemos ou que artista é aquele que não conhecemos, e não tanto o contrário.

Estas foram as apostas do Shazam para os Grammys 2014:

  • Música do Ano: “Just Give Me a Reason”, da Pink com Nate Guest
    (4,3 milhões de Shazams)
  • Single do Ano: “Blurred Lines”, do Robin Thicke com T.I. e Pharrell
    (5,4 milhões de Shazams)
  • Álbum do Ano: The Heist, de Macklemore & Ryan Lewis
    (11,4 milhões de Shazams)
  • Melhor Novo Artista: Macklemore & Ryan Lewis
  • Melhor Álbum Rap: The Heist, de Macklemore & Ryan Lewis
    (11,4 milhões de Shazams)
  • Melhor Álbum Dance/Electrónica: 18 Months, do Calvin Harris
    (5 milhões de Shazams)
  • Melhor Álbum Country: Red, da Taylor Swift
    (4,3 milhões de Shazams)

Não importa muito se o Spotify, o Shazam ou outro serviço de música conseguem prever os Grammys, mas é interessante pensar nisto. É interessante pensar que um dia essas empresas terão tantos utilizadores e tanta informação deles (o que ouvem, aquilo de que gostam…) que conseguirão prever com exactidão os vencedores dos prémios da indústria discográfica americana. Isto porque eles pouco acertaram.

Ora vejamos. Sim, o Melhor Novo Artist foi Macklemore & Ryan Lewis (o Spotify e o Shazam acertaram). E o Spotify acerto na Melhor Performance Pop Duo/Group: foi, de facto, para “Get Lucky”, dos Daft Punk com Pharrell Williams e Nile Rodgers. De resto, nada. Nada de nada.

Pode a tecnologia prever os Grammys? Hoje não, talvez um dia.

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