4 milhões de dólares por 30 segundos nos intervalos do Super Bowl XLVIII


Os intervalos dos Super Bowl são conhecidos por serem os mais caros da televisão. São 4 milhões de dólares, em média, por um espaço de 30 segundos. Uma audiência prevista entre 120 e 160 milhões de telespectadores. E mais de 30 anunciantes.

Brian Perkins, vice-presidente da Anheuser-Busch, compara os anúncios no Super Bowl a vestidos de casamento. “É algo de incrivelmente bonito mas incrivelmente caro. Usa-se por um dia e depois põe-se numa caixa no sótão”, afirmou ao Financial Times.

Para uma marca, ter publicidade no Super Bowl não serve apenas para anunciar um produto ou um serviço. Ela quer mostrar aos consumidores ou clientes que estão naquele que é um dos maiores eventos da cultura norte-americana.

No Estádio Metlife, em Nova Jérsia (perto de Nova Iorque), ganharão os Seahawks ou os Broncos. Na televisão, o jogo é das marcas. Algumas vencerão, claro; outras passarão simplesmente despercebidas. A criatividade, o humor e a oportunidade serão os factores decisivos, aqueles que farão com que alguns anúncios que sejam comentados e partilhados nas redes sociais, e outros esquecidos ou mencionados como “apenas mais um anúncio”.

Colocar um anúncio no Super Bowl requer um investimento elevado por parte dos anunciantes, é certo. E estes fazem-no não só no dia do jogo, mas antes e também depois do mesmo, criando autênticas campanhas publicitárias em torno do acontecimento, de forma a justificarem os gastos.

No fundo, gastar 4 milhões de dólares por 30 segundos num dos intervalos do Super Bowl é algo com um enorme risco. Corre-se o risco de a mensagem passar despercebida. se não existir todo o trabalho publicitário antes e depois do Big Game. Muitos anunciantes vêem o Super Bowl como um desafio de um mês, em que o objectivo não é ganhar o Super Bowl, mas ganhar o mês inteiro.