Há 10 anos, o Facebook pensava diferente


Numa década, um Facebook mudou muito. E não só graficamente. A forma como a rede social é pensada é hoje bem diferente da forma como ela era pensada em 2004. Blake Ross trabalhou durante 6 anos no Facebook, deixou a empresa no ano passado. E ontem Ross partilhou algumas das capital-R rules dos primeiros dias da rede social.

De acordo com Blake Ross, as capital-R rules eram itens inquestionáveis dentro do Facebook. Na lista divulgada pelo ex-funcionário, está, por exemplo, “as mães não podem aderir ao Facebook” ou “não iremos colocar anúncios no News Feed porque este é sagrado”.

Aqui está toda a lista:

  • Não, não podes deixar que as mães adiram ao Facebook porque o Facebook é para estudantes.
  • Não, não podes colocar anúncios no News Feed porque o News Feed é sagrado.
  • Não, não podes permitir que as pessoas sigam desconhecidos porque o Facebook é para os amigos reais.
  • Não, não podes lançar uma app independente porque a integração é o nosso leme.
  • Não, não podes encorajar à partilha pública porque o Facebook é para partilha em privado.
  • Não, não podes encorajar à partilha pública porque o Facebook está a caminha para a partilha ultra-privada através de pequenos grupos.
  • Não, não podes permitir o anonimato porque o Facebook é feito com base na identidade real.

(Nota: o anonimato existe no Instagram, por exemplo. Neste os utilizadores podem esconder o nome verdadeiro num username. Zuckerberg também já disse que algumas das futuras apps a serem lançadas pelo Facebook permitirão aos utilizadores usar um username em vez do nome verdadeiro.)

Muito interessante isto! A prova de como as empresas mudam a sua visão sobre as coisas. E com essa mudança é proveitosa.