Cientistas descobrem um primo da Terra


Quando olhamos para o céu, perguntamo-nos se estaremos sozinhos no Universo que nos acolhe. Segundo a NASA, num comunicado emitido esta semana, foi dado um passo importante no sentido de descobrir planetas semelhantes à Terra. Uma equipa internacional de astrónomos e astrofísicos anunciou a descoberta do planeta Kepler 186f, um astro muito parecido com o nosso planeta, e que se encontra na chamada “zona habitável” em relação à estrela em torno da qual orbita.

A sonda espacial Kepler foi lançada pela NASA em 2009, e tinha como objectivo a pesquisa de planetas extra-solares cujas características fossem semelhantes às do nosso. Durante 4 anos (até 2013, quando foi desactivado devido a problemas técnicos), escrutinou o Universo, analisando o brilho das estrelas com maior intensidade de modo a detectar alterações na luz emitida, indicando a presença de um astro em órbita. A descoberta anunciada resulta da análise que começou a ser feita aos dados recolhidos pela sonda.

O Kepler 186f é o planeta mais exterior de um sistema que orbita em torno da estrela Kepler 186. Mas afinal, o que faz com que este astro seja tão especial?

Para começar tem dimensões semelhantes às da Terra, sendo somente 10% maior que o nosso planeta. Tendo em conta as dimensões, os cientistas afirmam que as hipóteses de possuir uma superfície rochosa são “excelentes”. Para além disso, o seu tempo de translacção é de 130 dias terrestres, o que indica que é possível a existência e deposição de água no estado líquido.

Apesar destes dados bastante interessantes, nem tudo são boas notícias. Antes de mais a estrela Kepler 186 emite apenas um terço da energia do nosso Sol, o que significa que ao meio dia de Kepler 186f teremos uma luminosidade semelhante àquela verificada uma hora antes do pôr do sol na Terra. Mais a mais, informações sobre a composição (ou mesmo a existência) de atmosfera e a gravidade do astro são desconhecidas.

Por essas razões, os investigadores consideram que  “Kepler-186f é mais um ‘primo’ da Terra do que um ‘gémeo’”. Contudo, a descoberta deste planeta  é mais um passo rumo ao encontro de um planeta irmão da Terra, onde porventura possa existir Vida.

Como informação adicional, na hipótese distante e remota de conseguirmos viajar à velocidade da luz, aqueles que quiserem visitar este “primo da Terra” podem ir preparando formas de se entreter, visto que o planeta se encontra a 500 anos luz de nós!