Estará a Nike a trabalhar com a Apple no iWatch?


No fim-de-semana, surgiu o rumor de que a Nike teria abandonado a FuelBand com um despedimento em massa na divisão de hardware. A gigante do “Just Do It” confirmou emtretanto esse despedimento, mas salientou a importância actual da FurlBand. Ainda assim, a Nike não convence. A pulseira deverá mesmo ter os dias contados, estando em cima da mesa algo maior: o iWatch.

Tal como muitos outros wearables, a FuelBand faz apenas uma coisa: conta quantos passos deste ao longo de um dia. Em vez de traduzir este número para algo intuitivo como calorias queimadas, converte-o em Fuels, uma unidade de medida criada pela própria Nike, e que historicamente nem sempre foi muito precisa. Se nadasses, andasses de skate ou fizesses qualquer outra actividade física que não andar, não conseguirias registar quanto estavas a exercitar. A Nike tentou resolver o problema na segunda geração da FuelBand.

Por outro lado, existe um preço. 150 dólares é muito para algo que um iPhone consegue fazer de borla. Existem sensores específicos e inúmeras apps de fitness que tiram partido deles. O iPhone 5S, por exemplo, tem um processador específico para movimento, o M7, mas não é caso único no mercado. Também o Nexus 5 da Google tem um chip paredido.

No final deste ano é bem provável que todos os novos smartphones consigam contar passos de forma tão exacta e precisa como uma FuelBand ou um FitBit. Se tudo aquilo que um wearable faz é contar passos, os smartphones estão prestes a arruiná-lo. Tal como o fizeram com os alarmes, os leitores de MP3 e os navegadores GPS. Para coisas como a FuelBand sobreviverem, precisam de fazer mais do que contar passos: pressão sanguínea, exposição UV…

conceito_iwatch

Todos sabemos que a Apple e a Nike se dão bem. Estão juntas desde o lançamento do Nike+, a plataforma social da segunda, que objectiva tornar a actividade desportiva em algo partilhável com os amigos. O Nike+ Running é capaz de ser o exemplo mais claro disso. Existe na forma de app para Android e iOS, e permite saber quantos quilómetros correram os amigos, bem como monitorizar as nossas próprias corridas. A partilha desses dados é suportada pelo próprio Nike+, mas pode ser estendida via Facebook.

Foi em cima do Nike+ que as duas gigantes cimentaram uma relação muito próxima. Já foram lançados iPods com Nike+. E no ano passado foi introduzido o Nike+ Move, uma app exclusiva para iPhone 5S que introduz neste as funcionalidades da Fuelband.

É talvez uma relação tão próxima que fez a Nike largar a FuelBand e juntar-se à Apple no desenvolvimento do tão rumorado iWatch. A Apple é primariamente uma empresa de hardware, sabe fazê-lo como ninguém; e a Nike faz ténis. Não existe qualquer hipótese de a Nike conseguir competir com um iWatch desenhado por aquela que muitos vêem como a melhor empresa de hardware do Mundo.

Ao limpar algum espaço no mercado para o iWatch, a Nike conseguirá garantir que quando este chegar existirá uma biblioteca de apps suas pré-instaladas em todos os aparelhos vendidos.