Moto E é o novo reforço da Motorola para o mercado low-cost


O Moto G foi, de longe, o smartphone mais bem sucedido da Motorola. O preço baixo e as boas características contribuiram para esse sucesso. Mas a Motorola quer ir mais longe no mercado de baixo custo: o Moto E é o novo bebé da marca; apesar de um preço ainda mais baixo, continua a oferecer especificações razoáveis.

O Moto E, o novo membro da família Moto, é mais fraco que o Moto G (obviamente), mas não deixa de ser um bom smartphone. Resistente à água e com um ecrã anti-riscos, o Moto E corre a última versão do Android (o 4.4 Kit-Kat), o que já por si é um grande ponto a favor.

Com o Moto E, a Motorola abre-se a um mercado muito mais amplo dentro do low-cost, e ao qual com o Moto G não conseguia chegar. (A Motorola anunciou ainda que o Moto G passará a ter 4G.)

motoe

O target da Motorola tem sido claramente as pessoas com baixo poder de compra ou sem vontade de gastar muito num telemóvel. De certa forma, a Motorola quer provar que os smartphones não têm de ser caros e que os smartphones baratos não têm de ser maus.

Esta estratégia nos mercados mais baixos é do interesse

  1. da Motorola, que vê neles uma oportunidade de negócio. Marcas como a Samsung e a Apple estão mais preocupadas com topos de gama:
  2. das operadoras de telecomunicações, que precisam de clientes com smartphones para lhes venderem pacotes de dados. Os dados (entenda-se, internet) são o negócio das operadoras hoje, dado que as chamadas e os SMS são gratuitos nos tarifários de hoje.
  3. dos negócios que vivem na Internet ou precisam dela. Por exemplo, o Facebook, que precisa de expandir a sua base de utilizadores para além dos mil milhões.

O Moto E tem um processador 1.2 GHz dual-core Qualcomm Snapdragon 200, 1 GB de RAM e um chip gráfico 302 400 MHz single-core Adreno. O armazenamento é de 4 GB, a câmara traseira de 5 megapixeis. O ecrã tem uma resolução de 960×540 pixeis e uma densidade de 256 ppi (o do Moto G é de 326 ppi).

O Moto E custará 130 dólares nos EUA.