Peças promocionais do terceiro ‘The Hunger Games’ remetem para a propaganda dos regimes ditatoriais


A estreia do filme está marcada apenas para 21 de Novembro deste ano, mas a produtora Lionsgate começou já a lançar peças promocionais para a primeira parte de Mockingjay, o terceiro filme da trilogia The Hunger Games.

Panem é um país num futuro distópico pós apocalíptico que se divide em 12 distritos, cada um focado numa indústria diferente com o objectivo de suportar as necessidades da nação. Aproximadamente 75 anos antes dos eventos relatados no primeiro filme (e primeiro nos livros) houve uma rebelião contra o regime opressivo da Capitol para com os distritos, que na altura eram 13.

Como consequência da rebelião, o governo instaurou os Hunger Games como forma de castigo: todos os anos 24 tributos entre os 12 e os 18 anos (2 de cada distrito) são sorteadas para lutar numa arena até que apenas um sobreviva – estilo battle royale. Estes jogos servem dois propósitos: mostrar o imenso poder da Capitol sobre os Distritos, e puro entretenimento. São também um espectáculo televisivo muito como um reality show, em que os participantes são considerados heróis e os eventos mostrados são dramatizados e glorificados.

A cada 25 anos há uma edição especial dos Hunger Games, e foi a meio do 75º evento que o segundo filme – Catching Fire – ficou. A adaptação do terceiro e último livro – Mockingjay – estreia a 21 de Novembro deste ano e para isso foram já lançados posters promocionais, que remetem para a propaganda nacionalista dos antigos regimes. Os posters mostram representantes de “heróis” dos Distritos; neles podem ler-se coisas como “Our future is in your hands” ou “Panem Today, Panem Tomorrow, Panem Forever”.

Os cartazes revelam os problemas políticos e sociais por que Panem está a passar, além de que a qualidade e o detalhe das imagens é bastante impressionante.

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Além dos posters, foi também lançado um teaser trailer um pouco diferente daqueles a que estamos habituados; em vez de mostrar partes do filme, conta com um comunicado do Presidente Snow aos Distritos que pretende passar a mesma mensagem dos posters e acaba por desvendar um pouco do que aconteceu a uma das personagens principais.

Mas o fenómeno Hunger Games não se fica por bestsellers do New York Times ou pelas salas de cinema esgotadas. No início deste mês o símbolo principal de rebelião no filme – o braço estendido com três dedos levantados – tornou-se algo muito real na Tailândia quando protestantes contra a junta militar que tomou conta do governo o adoptaram como forma de protesto.

“Se for uma forma óbvia de resistência, então teremos de a controlar”, disse um representante da junta. O que é certo é que esta ação conseguiu trazer mais mediatismo e foco aos acontecimentos do país.