WWDC 2014: tudo o que precisas de saber


A Worldwide Developers Conference, também conhecida como WWDC, arranca já esta segunda em São Francisco. O evento dura uma semana inteira, mas o primeiro dia é de longe o mais excitante para a maioria dos fãs Apple. Nele deveremos ficar a conhecer o futuro do iOS e do OS X – iOS 8 e OS X Yosemite (provavelmente).

O WWDC não é um evento de hardware; é, por tradição, um evento é focado em software. Ainda assim, em 2013, a Apple revelou novos Macbook Air e o cilindrico Mac Pro. Na edição deste ano, poderemos ver novidades quanto à Apple TV ou ao iPad, por exemplo. O novo iPhone e o possível iWatch talvez só sejam apresentados em Setembro/Outubro.

Actualização

Podes assistir à conferencia aqui. Através do Safari (4.0 ou mais recente), iOS (4.2 ou mais recente) ou Apple Tv.

 

iOS 8

Healthbook, apps do OS X, fim do Game Center…

O iOS 8 será apresentado este ano no WWDC. Não, desta vez não existirá nenhuma mudança radical ao nível do design. Apenas pequenas afinações relativamente ao iOS 7. Um dos principais focos do iOS 8 deverá ser o Healthbook. Tudo indica que esta nova app para iPhone seja como um hub para guardar, monitorizar e gerir toda a nossa actividade física e os nossos sinais vitais (o nome é semelhante ao Passbook, o hub para tudo o que é cartão, bilhete ou cupão).
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De acordo com o 9to5Mac, o Healthbook recolherá dados como batimentos cardíacos, níveis de hidratação, pressão arterial, actividade física, nutrição, níveis de glicose no sangue, qualidade do sono, respiração e peso – fazendo uso, claro, dos sensores do iPhone 5S, através do processador auxiliar deste, o M7, e de um conjunto de acessórios de terceiros. (Será apresentado um iWatch?)

Por outro lado, o iOS 8 servirá para corrigir (finalmente) a integração do iCloud entre o iOS e o OS X, esperando-se que as apps Preview e TextEdit dos Macs cheguem agora aos iPhones e iPads. O Preview e o TextEdit no iOS deverão servir apenas para visualizar PDFs, imagens e documentos de texto sincronizados através do iCloud.
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O 9to5Mac diz também que o Maps passará a ter informação de trânsito, o que tornará a app substancialmente mais útil.

O iTunes Radio deixará de estar escondido dentro da app Music e passará a ter uma app própria. Com esta mudança, a Apple conta aumentar a utilização do serviço. Esperemos que a cobertura do mesmo seja alargada a outros mercados para além dos EUA.
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a Siri, diz a Bloomberg, passará a conseguir reconhecer músicas que estejamos a ouvir. Segundo consta, a Apple criou uma parceria com o Shazam para concretizar esta funcionalidade. (Fala-se também que a Apple está a desenvolver uma Siri para o OS X, mas é pouco provável que a mesma chegue este ano.)
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Mais: o iOS 8 permitirá finalmente dividir o ecrã do iPad ao meio (quando disposto na horizontal) para mostrar duas apps em simultâneo. Esta funcionalidade deverá estar limitada ao iPad Air; e, de acordo com o The New York Times ainda não será apresentada esta segunda.

E se o nosso iPhone pudesse controlar a porta da casa, ligar as luzes ou colocar aquela música nas colunas da sala de estar? De acordo com o Financial Times e com o GigaOm, a Apple está a trabalhar na automatização da casa com recuso ao iPhone e ao iOS. Uma iHome, no fundo. Teremos novidades no iOS 8?

Outras expectativas:

  • a possibilidade de as mensagens na app Messages se auto-destruírem depois de um mês ou de um ano, consoante as nossas definições.
  • um Notification Center mais simples: no iOS 7, temos três separadores: Today, All e Missed. Diz-se que no iOS 8 teremos apenas dois: Today e Notifications. No Today, é possível que passemos a ter mais informação estilo-Google Now.
  • o fim da app Game Center (quer no iOS, quer no OS X); este passará a estar integrado nos jogos apenas, mas não existirá uma app própria.

OS X Yosemite

O iOS 7 agora no Mac!

O OS X já tem 13 anos e vamos entrar na décima versão daquele que muitos dizem ser o melhor sistema operativo desktop do Mundo. Em Março de 2001 era apresentado o Mac OS X 10.0, denominado Cheetah. Treze anos depois, o Mac OS X chama-se simplesmente OS X e já não tem ligação felina. A versão 10.10 deverá ficar conhecido por Yosemite.
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Apesar de a marca de Cupertino já ter assegurado que o iOS e o OSX continuam a ser sistemas distintos, temos vindo a assistir a uma série actualizações que se baseiam na fusão dos dois sistemas. A introdução do Launchpad e da Mac App Store no OS X, bem como o aparecimento das apps Maps e iBooks, são exemplos de uma estratégia mobile a proliferar no sistema operativo desktop. O OS X Yosemite deverá trazer para o Mac as cores e o flat design do iOS 7. Na verdade, não se espera uma revolução tão grande no OS X como a que aconteceu no iOS, mas sim uma aproximação dos dois ambientes.

O redesign do OS X foi, aparentemente, a principal prioridade da Apple, pelo que não devemos esperar muitas novas funcionalidades. Ainda assim, a Apple poderá introduzir compatibilidade com o AirDrop do iOS (isto seria muito bom!).

E hardware?

iWatch? Macbook Air Retina? iPad?

O WWDC não é para hardware, mas provavelmente veremos algo na edição deste ano.

Macbook Air Retina de 12 polegadas
É uma questão de tempo até a Apple levar a Retina até ao Macbook Air. Rumores indicam que a Apple está a trabalhar num Macbook Air ainda mais fino e com apenas 12 polegadas (um intermédio, portanto, entre os modelos actuais de 11 e de 13 polegadas). A melhor parte: o ecrã deverá ser Retina! Finalmente. Todavia, diz-se que este Macbook Air só chegará lá para o final do ano.

iPad com Touch ID
Não deveremos ter grandes novidades do iPad este ano, mas o tablet da Apple poderá ganhar o Touch ID que até agora só o iPhone 5S tem. Teremos novos iPads com Touch ID já neste WWDC ou só no Outono?

iWatch
Muito se especula sobre ele. Muita da mística de Steve Jobs passava por uma vontade incessante de querer introduzir novas categorias de produtos. O Mac, o iPod e o iPad são exemplos disso mesmo. Muito se tem romanceado sobre uma iTV, um iCar e mais recentemente sobre um iWatch. Relativamente aos dois primeiros ainda vai demorar algum tempo até vermos maçãs com 4 rodas e televisões com FaceTime. Quanto ao iWatch, o aparecimento do HealthBook poderá ser um indicador forte de que teremos finalmente novo produto Apple. A categoria de wearables não é propriamente nova, a Google já tem planos para um relógio focado no Google Now e a Samsung já apresentou um relógio como extensão do Smartphone. São dois produtos óptimos mas tal como no passado, se o iWatch se confirmar como o apresentamos, será uma verdadeira revolução. Mais uma vez a Apple não será a pioneira em apresentar um produto desta categoria mas como já é hábito, será a única a apresentar uma solução interligada com o seu ecossistema. Empresas como o FitBit e a Jawbone ou até mesmo a Nike com FuelBand já desenvolveram produtos que são muito bons na monitorização da actividade física e do nosso movimento. O problema é que essa informação não está centralizada numa única plataforma onde possamos ver a nossa evolução, estatísticas, etc. Acima de tudo é isso que a Apple oferece, sincronia e intercomunicação.

Apple TV
Apesar de (ainda) não ser a esperada a iTV, um upgrade à actual Apple TV está eminente. A marca de Cupertino precisa de reinventar este produto, abrindo-o aos programadores, introduzindo mais conteúdo e integrando-o melhor com o iOS e OS X.

iPhone 6
Fala-se em dois novos iPhones, ambos maiores que o actual 5S: um de 4,7 polegadas e outro de 5,5. Todavia, é muito pouco provável que a Apple anuncie estes novos iPhones no WWDC. Tal deverá estar guardado para o Outono, como sempre.