Comprar comida e bebida com a pulseira do festival? No Lollapalooza 2014 será possível


 

O Lollapalooza, o festival de música e arte que anualmente se realiza em Chicago, tem este ano uma novidade: pagar a comida e a bebida dentro do recinto com a pulseira. Na verdade, não se trata de uma pulseira normal: ela tem RFID, permitindo realizar os pagamentos usando frequências de rádio.

Como funciona? Um pequeno chip incorporado na pulseira que os festivaleiros têm de usar para entrar no recinto tem a informação de cartão de crédito/débito deles. Nas tendas de comida e bebida, basta encostar a pulseira a receptores próprios e introduzir o PIN; o pagamento fica feito, sendo o valor posteriormente debitado do cartão de crédito/débito.

Dado as ligações à Internet em ambiente de festival nem sempre funcionarem a 100%, as transações funcionam também offline. Se um festivaleiro fizer um pagamento numa tenda que naquele momento não está com Internet, os dados ficam armazenados localmente, sendo processados mais tarde quando a conexão voltar.

A organização não obriga os festivaleiros a usarem este novo sistema de pagamento. Aliás, é opcional a associação do cartão de crédito/débito à pulseira.

À Adweek, Patrick Dentler, Director de Marketing da C3 Presents, a produtora do Lollapalooza, do Austin City Music Festival e do Austin Food & Wine Festival, mostrou-se entusiasmado com este passo tecnológico e disse acreditar que a inovação se espalhará no futuro a outros grandes festivais.

Não é o primeiro festival com pulseiras RFID

O Lollapalooza não é o primeiro a usar o sistema de RFID para pagamentos no interior do recinto. O Coachella, o Bonnaroo e o South by Southwest já o fizeram. Esperamos que a tecnologia se espalhe, chegando eventualmente a Portugal. Todos detestamos as longas filas no Multibanco, pois os pagamentos nas tendas de alimentação só podem ser feitas com dinheiro físico.

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Uma poderosa base de dados dos festivaleiros

Por outro lado, as pulseiras electrónicas poderão ser utilizadas para recolher informação sobre o comportamento dos festivaleiros: que concertos viram? Estiveram em que palcos? Ficaram muito tempo no campismo? Estes dados seriam cruciais não só para a organização do evento, como para as bandas e artistas, que podem, por exemplo, enviar a quem esteve no concerto uma música exclusiva ou um vídeo gravado ao vivo.

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