Larry Page e Sergey Brin, os fundadores da Google, discutem os planos da empresa


Não é comum os dois fundadores da Google darem juntos uma entrevista, pelo que quando isso acontece convém prestares atenção. Larry Page e Sergey Brin estiveram à conversa com o investidor Vinod Khosla, e falaram de praticamente tudo: desde o presente, o passado e o futuro da Google, às 40 horas semanais de trabalho actualmente instituídas na sociedade.

Larry Page e Sergey Brin deram uma entrevista conjunta a Vinod Khosla, da Khosla Ventures. Nesta conversa, os criadores da Google falaram dos vários projectos da empresa, mas não só. Larry Page falou um pouco sobre a forma de viver das pessoas, das necessidades do dia-a-dia e as suas ideias para resolver esses problemas.

O CEO da Google começou por defender que os líderes das empresas devem ter uma visão a 20 anos, e não a apenas 4, o que o levou a confidenciar as críticas adereçadas por Steve Jobs, que lhes disse que “eles estavam a fazer demasiadas coisas”.

Sergey Brin ao longo da entrevista focou-se mais na Google, ao falar dos seus projectos. Brin acredita mesmo que o Self-Driving Car da Google pode levar a que muita gente deixe mesmo de ter carro, e que pode levar a uma transformação global do transporte no dia-a-dia. Acaba ainda por revelar que “seriam felizes se o projecto tivesse sucesso por mérito próprio”.

Já Larry Page também abordou assuntos do quotidiano, nomeadamente, o facto de acreditar que nem toda a gente precisa de trabalhar em full-time. Page afirma mesmo que “as pessoas só precisam de algumas coisas para serem felizes – casa, segurança, oportunidades para as crianças – e fazer com que isso seja proporcionado não é difícil”. Contudo, compreende que as pessoas precisam de se sentir úteis e com o sentimento de que são precisas, pelo que a sua solução é reduzir as horas de trabalho por semana, ou mesmo alterar alguns trabalhos full- time para part-time.

Referiu ainda que quando pergunta se as pessoas querem mais tempo de férias, a resposta é sempre afirmativa, o que o leva a acreditar que reduzindo o tempo de trabalho seria uma solução. Isto levaria as pessoas a ter mais tempo para os seus interesses, aumentando o número de ofertas de trabalho, reduzindo o desemprego, e toda a gente poderia assegurar o seu trabalho.

Falou ainda um pouco sobre os protestos levados a cabo em São Francisco, devido aos acordos da cidade com a Google e Apple, explicando que na realidade existem erros de governação, e que os mesmos são estruturais.

Foi uma conversa bastante informal, com cerca de 40 minutos muito interessantes. Vale a pena ver!