Mau timing do asteróide extinguiu os dinossauros, diz novo estudo


A expressão “no lugar errado, à hora errada” pode aplicar-se ao asteróide que atingiu o nosso planeta há 66 milhões de anos e que provocou a extinção de várias espécies de dinossauros na Terra.

De acordo com um estudo, publicado esta semana na revista Biological Reviews, a eficácia do asteróide em provocar a devastação que provocou foi apenas uma questão de timming. A equipa da universidade de Edimburgo acredita que, pelo menos os dinossauros, poderiam ter sobrevivido à catástrofe, caso o choque tivesse acontecido uns milhões de anos mais cedo ou mais tarde.

O palentólogo Steve Brusatte afirmou que o estudo agora publicado comprova que a colisão do asteróide aconteceu numa altura mais vulnerável para os dinossauros, onde os ecossistemas estavam mais enfraquecidos com menos diversidade de espécies.

Brusate arrisca-se mesmo a dizer que “se o asteróide tivesse atingido alguns milhões de anos antes, ou alguns anos mais tarde, os dinossauros provavelmente não teriam sido extintos”.

E actualmente teríamos a natureza tal como a conhecemos? Provavelmente sim. Até porque, de acordo com Paul Barret, palentólogo e co-autor deste estudo acredita-se que algumas especies de dinossauros já se encontravam em declínio, perto da extinção, muito antes da colisão fatal do asteróide. No entanto, ele também admite que a extinção dos dinossauros é, claramente, um dos grandes mistérios do mundo.