Netflix alcança 50 milhões de assinantes e aumenta lucros


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O Netflix revelou ontem os resultados do segundo trimestre do ano e o grande número é este: 50 milhões de pessoas assinam o serviço. Desses, aproximadamente 2 milhões não são subscritores pagos, são pessoas que estão a aproveitar os 30 dias de experimentação gratuita.

De qualquer das formas, 50 milhões é um número que já mete algum respeito e também algum medo, não só às tradicionais estações de televisão, mas também às operadoras de telecomunicações.

O Netflix notou que o seu crescimento internacional, particularmente na América Latina, foi promovido pela adopção de Smart TVs, uma tendência acelerada pelo Mundial de futebol. “Depois do Mundial, o número de Smart TVs usadas para ver o Netflix nos países da América Latina atingiu um novo máximo; na verdade, a percentagem de visualizações de Smart TVs na América Latina é maior do que em qualquer outra região que servimos”, diz a empresa numa carta aos investidores.

De facto, o Netflix está a meio de uma expansão internacional, que infelizmente (ainda) não incluí Portugal. Alemanha, Áustria, Suíça, França, Bélgica e Luxemburgo são os seis países europeus que até ao final de 2014 irão receber o serviço. Dos 50 milhões de subscritores do Netflix, 36,24 milhões são dos EUA e 13,8 são internacionais. No último ano, o número de assinantes internacionais cresceu em 77% e o de assinantes domésticos (o Netflix é uma empresa norte-americana) aumentou em 25%.

O Netflix teve 1,34 mil milhões de dólares de receitas neste segundo trimestre do ano e 1,15 dólares de lucro por acção. Isto é mais do dobro dos ganhos conseguidos no mesmo trimestre em 2013 (teve 0,49 dólares de lucro por acção).

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