Aeroporto de São Francisco está a testar uso de beacons para guiar turistas invisuais


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O aeroporto de São Francisco, nos Estados Unidos, está a instalar num dos seus terminais sensores para ajudar aqueles que não conseguem ver a orientar-se.

Com a colaboração da empresa de posicionamento em interiores Indoo.rs e da organização Lighthouse for the Blind, serão instalados cerca de 300 sensores beacon no terminal 2, que é ocupado pelas companhias American Airlines e Virgin Atlantic Airlines, para aquilo que será uma fase de teste do produto.

Os beacon funcionam através de bluetooth, estando associados a uma aplicação que poderá ser instalada gratuitamente, e localizam os utilizadores que estiverem dentro do alcance dos dispositivos, enviando para os seus smartphones informações sobre o sítio onde se encontram e sobre o tipo de obstáculos que poderão ter no seu caminho.

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A aplicação, através de um sistema de voz, indica ainda pontos de interesse na área, como restaurantes, casas de banho, caixas de multibanco ou mesmo onde encontrar tomadas para colocar os aparelhos a carregar.

Para já, esta aplicação só vai estar disponível para o sistema operativo da Apple, mas prevê-se que dentro em breve seja também compatível com o sistema Android. Prevêem-se ainda alterações ao produto para que se torne apelativo a todo o tipo de consumidores e não apenas para os impossibilitados de ver.

Os dispositivos assemelham-se a tampas de garrafa e, apesar do elevado número que será instalado no aeroporto, vão facilmente passar despercebidos devido ao seu tamanho e ao facto de se encontrarem acima do campo de visão dos transeuntes. Cada um custa cerca de 20 dólares e a Indoo.rs estima que não será necessário substituí-los durante pelo menos quatro anos.

Esta iniciativa visa tornar São Francisco numa cidade mais tecnologicamente avançada. Também em Londres tem sido testado este tipo de tecnologia: a Virgin Atlantic anunciou em Maio a instalação dos sensores Apple iBeacon no aeroporto de Heathrow, em parceria com a Estimote, concorrente da Indoo.rs.

Se tudo correr bem, os beacon poderão ser importados por outros aeroportos nos Estados Unidos, em Inglaterra e possivelmente no resto do mundo, ajudando invisuais em todo o lado a ultrapassar barreiras e a tornar-se mais activos e independentes, permitindo-lhes explorar zonas a que, até agora, têm tido o acesso dificultado.

Poderá mesmo ser uma boa aposta para outros espaços acessíveis ao público: a tecnologia já está a ser testada em cadeias como a Macy’s, American Eagle e Lord & Tailor e em museus como o Ruben’s House na Antuérpia, na Bélgica, os sensores são usados para mostrar informações sobre exposições e obras de arte. Este tipo de dispositivos já foi inclusivamente experimentado em locais ligados ao entretenimento como num estádio de Basebol e em cinemas, sempre com o intuito de fazer chegar informações de interesse ao utilizador.

Graças a estes pequenos pedaços de tecnologia, além de podermos obter diversos benefícios práticos, estamos cada vez mais próximos das cidades futuristas que tanto nos impressionam nos filmes de ficção científica.

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