Nova nave espacial da NASA parece desafiar as leis da física


A exploração espacial está definitivamente na ordem do dia. Depois de ter apresentado o próximo veículo que irá explorar Marte, a NASA anunciou numa conferência de imprensa um importante avanço no que toca ao transporte espacial.

Há anos que se tem tentado encontrar uma alternativa viável aos tradicionais shuttles, movidos por um motor de combustão, de modo a tornar as viagens mais curtas e conseguir aumentar o nosso raio de exploração do Universo. Na semana passada, numa conferência de imprensa em Cleveland, cientistas dos Laboratórios Eagleworks da NASA revelaram ter conseguido gerar movimento num contentor que não era alimentado por um motor normal, continha apenas microondas a moverem-se no seu interior.

O design deste contentor baseia-se num novo dispositivo de transporte que a NASA já tem vindo a testar, o Cannae Drive, uma nave que não utiliza combustíveis líquidos ou reactores nucleares. Pelo contrário, o dispositivo recorre energia electro-magnética para se mover. Esta nave contém um recipiente desenhado especificamente para conter radiação com baixa energia, as microondas. A base do movimento assenta no conceito de que as ondas em movimento de um lado para o outro conseguem produzir um impulso, na direcção da extremidade mais larga do contentor.

Contudo, para já, a descoberta levanta mais questões do que outra coisa. Em primeiro lugar, a experiência para ter aplicação teria de ser reproduzida numa escala muito superior para efectivamente se mostrar uma alternativa viável. Em segundo lugar, a experiência é impossível à luz da lei da conservação do momento! Segundo essa lei da Física deveria ser impossível que um objecto tenha movimento sem uma fonte de energia interna ou outra força.

Como se já não bastasse os resultados da experiência violarem uma Lei da Física, os cientistas ficaram ainda mais confusos quando observaram os resultados. Para a experiência contruíram dois aparelhos Cannae, um desenhado para funcionar e o outro para actuar como controlo que devia falhar. Ora o que observaram foi que ambos os aparelhos funcionaram! Isto pode sugerir que o aparelho “produz uma força não atribuível a qualquer fenómeno electromagnético conhecido”, de acordo com os investigadores, citados pelo The Verge.

Apesar de todas as dúvidas envoltas neste projecto, é claro que é algo a ser explorado. O potencial de construir um aparelho super leve e bem mais rápido abriria sem dúvida novos horizontes no contexto da exploração espacial.