Por cada soldado, uma papoila


Em honra dos soldado falecidos na Primeira Guerra Mundial, o artista Paul Cummins está a criar um campo de tulipas cerâmicas no meio de Londres.

O projecto de Cummins, chamado “Blood Swept Lands and Seas of Red”, cuja tradução significa algo como o sangue varreu a terra e o mar de vermelho, pretende criar 888 246 tulipas, cada uma delas representado a morte de membro das forças Aliadas durante o conflito.

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As papoilas têm um significado profundo servindo como símbolo para o fim da guerra. Depois do Inverno de luta de 1914 para 1915 a Primavera trouxe grandes campos de tulipas onde estiveram grandes campos de batalha. Foi Moina Michael que tornou a papoila uma lembrança da primeira Guerra Mundial mais tarde.

Com a ajuda de cerca de 100 voluntários para plantar as flores, Paul Cummins tem a previsão do dia 11 de Novembro como o dia em que se completam as papoilas, data que celebra o Armístico do primeiro conflito à escala mundial.

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Em jeito de elegia a todos os soldados falecidos, deixamos aqui o poema de Moina Michael que elevou a túlipa a símbolo da guerra que fez agora cem anos.

Oh! you who sleep in Flanders Fields,
Sleep sweet – to rise anew!
We caught the torch you threw
And holding high, we keep the Faith
With All who died.

We cherish, too, the poppy red
That grows on fields where valor led;
It seems to signal to the skies
That blood of heroes never dies,
But lends a lustre to the red
Of the flower that blooms above the dead
In Flanders Fields.

And now the Torch and Poppy Red
We wear in honor of our dead.
Fear not that ye have died for naught;
We’ll teach the lesson that ye wrought
In Flanders Fields.

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