E se a rede de telemóvel fosse visível?


No início da semana o mundo da tecnologia ficou em suspenso, atento à conferência de imprensa da Apple na qual foi anunciado, entre outros, o novo iPhone 6. Estamos a viver tempos espetaculares no que diz respeito à tecnologia, nomeadamente tecnologia das comunicações móveis. Há 10 anos andávamos com os telemóveis Nokia, compactos, que se limitavam a chamadas, sms e jogos (alguns deles saudosos como o Snake).

Desde que se começou a massificar, nos finais dos anos 80, início dos anos 90, o telemóvel tornou-se quase indispensável. De tal modo que em Portugal, segundo dados da Anacom são quase 10 milhões os utilizadores desta tecnologia.

Apesar da evolução galopante do telemóvel, algo mantém-se igual desde o seu aparecimento: os fundamentos electromagnéticos que permitem que a transmissão bidireccional de de voz e dados se processe. A rede de telémovel, baseada em frequências de transmissão específicas das ondas electromagnéticas, permite que todo o Planeta esteja ligado.

E se muitas vezes paramos para ver os telemóveis de última geração que saíram, raramente pensamos em toda a radiação electromagnéctica que nos rodeia e que permite que o aparelho funcione. A pensar nisto, o artista Nickolay Lamm idealizou e ilustrou a rede de telemóvel como se a conseguíssemos ver.

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Mas afinal como funciona este sistema? Todo o sistema de comunicações baseia-se numa transmissão de sinal de e para estações de base através de antenas. Cada estação cobre uma área da superfície terrestre, alimentada por várias antenas que dão a estas áreas (cells em inglês – daí o cell phone) uma configuração aproximadamente hexagonal.

Para ilustrar este processo, Lamm teve o auxílio dos professores da área da electrotécnica para garantir que a sua representação, feita a partir dos dados das antenas existentes em várias cidades como Nova Iorque ou Chicago, estava correcta.

As imagens anteriores, retiradas do site Motherboard, mostram como seria se a radiação electromagnética usada pelos telemóveis tivesse frequência na ordem da radiação visível.