Instagram pode ter sido bloqueado na China, devido aos protestos em Hong Kong


Não é a primeira vez que acontece na China: controlar um serviço online de grande dimensão para alegadamente tentar evitar a passagem de informações para o resto do país e para o Mundo. O Instagram pode ter sido bloqueado no país.

Em causa estão imagens das manifestações de Hong Kong contra as alterações ao sistema político da região autónoma chinesa – a população só vai poder votar em candidatos que tenham sido previamente apontados pelo Governo de Pequim. A notícia tem corrido a comunicação social desde que a medida foi anunciada, em agosto. Os protestos têm lugar em algumas das principais praças da região e várias pessoas estão acampadas em frente a edifícios administrativos. Há registo de vários confrontos entre manifestantes e forças de segurança e fala-se inclusive da uso de gás lacrimogéneo contra os protestantes.

O suposto bloqueio do Instagram começou a ser noticiado pela imprensa internacional como uma tentativa de controlar a divulgação de fotografias das manifestações. Ao que parece, a hashtag #OccupyCentral está no centro desta polémica por se ter tornado viral na rede social num curto espaço de tempo. Ainda assim, esta informação não pode ser tomada como 100% certa. Várias organizações responsáveis por controlar a censura na Internet dão conta de falhas no Instagram, mas os resultados aos testes não são consensuais. O serviço BlockedinChina.net diz que o acesso foi cortado, mas a ferramenta Greatfire.org diz que a informação do bloqueio é contraditória. Uma porta-voz do Instagram garantiu que a administração já sabe da situação e que está a trabalhar para arranjar uma solução.

O Instagram foi trending topic no site de microblog chinês Weibo nos últimos dias. Muitos utilizadores relataram que não conseguiam fazer upload de fotos e desses muitos não tinham sequer acesso ao newsfeed. Vários posts referiam os protestos como motivo para os problemas de acesso. Já a imprensa chinesa fala de interrupções no serviço, mas não lhe associa a situação em Hong Kong, afirmando desconhecer a razão para tal.

O Facebook continua a ser a ferramenta mais usada na partilha direta de imagens e já há boatos que apontam para que o governo chinês também o bloqueie num futuro próximo.