NoPhone: um telemóvel que não é um telemóvel


É à prova de água, nunca fica sem bateria e resiste a quedas duras. Mas não faz chamadas, não dá para aceder à net e nem tira fotos. Apresentamos-te o NoPhone, um telemóvel que, no fim de contas, não é um telemóvel. Aliás, o NoPhone ainda não é sequer um produto real.

A ideia está na plataforma de crowdfunding Kickstarter a tentar angariar 30 mil dólares. Mas, a três dias do objectivo, conseguiu convencer pouco mais de 500 pessoas, o que resultou em cerca de 9 mil dólares. O sucesso do projecto, iniciado por um grupo de três jovens residentes em Nova Iorque, não está de todo garantido.

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O NoPhone pretende ser o telemóvel livre de tecnologia, que não inibe os utilizadores do contactarem com o mundo real. É uma espécie de sátira a quem está viciado nos pequenos ecrãs interactivos que transportamos no bolso. “A dependência do telemóvel é real. Está em todo o lado. Está a arruinar encontros. A distrair concertos. A interromper sessões de cinema. A entupir passeios. Agora existe uma solução”, escrevem os criadores do NoPhone no Kickstarter. No fundo, objectivo do NoPhone é substituir o telemóvel real, preenchendo o espaço que este ocuparia no nosso bolso.

O NoPhone é um rectangular objecto de plástico, com a forma de um smartphone corriqueiro. O protótipo desenvolvido e apresentado na plataforma de crowdfunding é fino (2,3 mm de espessura), tem 140 mm de altura e 67 mm de largura, e pesa entre 80 e 100 gramas. Não há ecrã, disco rígido, wi-fi, Bluetooth, processador, nem bateria. Sistema operativo? Não corre. É desbloqueado e só existe em preto.

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Um pequeno upgrade ao NoPhone permite ao utilizador adicionar um espelho na parte frontal do objecto para partilha de selfies consigo mesmo.

Muitos consideram o NoPhone uma piada, alguns dizem-se interessados em comprar. Nós preferimos a primeira opção.

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