Como ‘Interstellar’ ajudou os cientistas a perceber melhor os buracos negros


 

Interestelar, o mais recente filme de Christopher Nolan chega às salas de cinema portuguesas esta quinta-feira, mas já tem recolhido apreciações muito positivas por parte dos críticos. Além dos louros cinematográficos, o filme notabiliza-se na área científica, tendo a sua produção sido responsável por uma interessante descoberta científica sobre buracos negros.

O filme conta a história de um grupo de astronautas que parte em busca de uma solução para a Humanidade, num Planeta Terra destruído. Para tornar todo este processo de filmagem no espaço e efeitos especiais mais realistas, a equipa contou com a supervisão de Kip Thorne, físico teórico e uma das maiores sumidades em astrofísica.

Um dos grandes desafios do filme residia na concepção visual do buraco negro, um corpo celeste altamente denso e que atrai fortemente toda a matéria e energia à sua volta.

Para tornar isto realidade, Thorne enviou páginas de intricadas equações à equipa de animadores, que, por sua vez, as colocaram a processar e renderizar no software. Muitas horas e 800 TB de dados renderizados depois, o resultado foi simplesmente incrível. Ao contrário do conceito que muitos poderíamos ter baseado no nome, um buraco negro assemelha-se à foto publicada no topo do artigo.

Kip Thorne ficou ele próprio surpreendido pela imagem criada digitalmente, reconhecendo a sua elevada precisão: “Isto são os nossos dados observacionais. É assim que a Natureza se comporta.”

As imagens, que serviram para o físico tirar conclusões sobre o comportamento da gravidade e da luz em torno dos buracos negros, vão ser a base para dois papers científicos, um na área da astrofísica, outro na área da informática.

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