O World Trade Center voltou e está mais trendy do que nunca


Adeus à Lower Manhattan cinzenta das obras e andaimes. 13 anos depois do 11 de Setembro, a baixa de Manhattan em Nova Iorque está a tornar-se um local de referência do que é cool, chique e moderno. A zona está a ser tomada de assalto por empresas das áreas dos media, tecnologia e publicidade que se instalam no renovado World Trade Center e nos arredores do lugar onde, em 2001, estavam as famosas torres gémeas.

A Condé Nast – uma das maiores editoras de revistas internacionais – instalou-se hoje no número 1 do Trade Center, tornando-se a primeira empresa a ocupar o seu espaço no edifício. Depois do atentado terrorista, já outros prédios da zona foram reocupados, mas a chegada do primeiro inquilino comercial do World Trade Center é bem mais do que um simples evento. A si associada vêm dois conceitos: a chegada do glamour emocional e do glamour intelectual. Isto porque, de mão dada, vêm a Vogue para o 25º andar e a Vanity Fair para o 41º.

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Em entrevista ao New York Times, Jessica Lappin, da Downtown Alliance, uma organização de empresas do bairro, considerou que a mudança vai acelerar a transformação da baixa de Manhattan e criar pressão para que surjam mais galerias de arte e bares nas redondezas. E se, por si só a presença da Condé Nast no Trade Center não for suficiente para perceber esta onda de mudança, a prova determinante pode estar na troca do escritório da frenética e fluorescente Times Square para este soon-to-be epicentro cultural.

Por enquanto já abriram restaurantes gourmet, bares cosmopolitas e lojas de luxo. A mítica Saks da 5ª avenida e a joalharia preferida de Audrey Hepburn – a Tiffany & Co – já lá abriram sucursais e muitas outras marcas têm lojas em obras. E porque estar na moda é respirar, comer e dormir na moda, a população residente na baixa de Manhattan aumentou para 61 mil. Chegou a ser zero depois do 11 de setembro.

Resta-nos esperar para ver se a baixa de Manhattan vai tornar Nova Iorque ainda mais nova-iorquina.

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