Uma roda viva de bandas e DJs


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Foi no passado Sábado, dia 22 de Novembro, que Lisboa teve a honra de receber pela primeira vez o 20 XX Vinte. Organizado pela editora do Porto Lovers & Lollypops e pelo Atelier Bolos Quentes, o evento trouxe à Taberna das Almas, nos Anjos, 60 artistas – 20 bandas, 20 DJ’s e 20 designers e ilustradores.

Como seria de esperar, num evento que reune 60 artistas em apenas 5 horas, o ritmo da noite fez-se de forma acelerada e o objectivo de conseguir estar em todo o lado ficou, obviamente, por cumprir. O espaço dividia-se por três salas: uma sala para as bandas, outra sala para os DJ’s e para o bar e um andar de cima onde estavam expostos os cartazes e que tinha uma pequena galeria que permitia observar o palco.

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Cada palco tinha um vídeo a passar, em jeito de temporizador, que começava a contar 15 minutos assim que se dava início a uma actuação, deixando bem presente o conceito do evento. As bandas entravam e saíam do palco a uma velocidade demasiado grande, e o público tentava estender-se pelas duas salas, fazendo os possíveis por marcar presença em todos os concertos. E se as bandas e os DJ’s foram merecedores de bastante atenção, os 20 cartazes expostos durante toda a noite pareceram passar ao lado do público.

Podemos achar graça ao conceito e a este formato de concerto, mas a verdade é que muitas bandas saíram prejudicadas pelo tempo de actuação. Ou não tinham tempo de captar a atenção do público, chegando mesmo a haver momentos chatos, ou o concerto era obrigado a terminar cedo demais e acabava por saber a pouco. Para além disso, o alinhamento não favoreceu o conceito e as mudanças repentinas de bandas e a falta de coesão acabaram por não resultar na maior parte das vezes. O espaço também não pareceu conseguir dar ao evento a harmonia de que ele precisava, sendo que a mudança de sala, de ambiente e de tipo de som nunca conseguia fluir da forma certa.

Os destaques vão para os Juba, para Alek Rein e para Memória de Peixe, apesar de terem tocado apenas uma música devido a problemas técnicos.

Resta-nos esperar um melhor regresso em 2015, de um projecto que tem tudo para resultar e que já o conseguiu várias vezes em edições passadas. A organização diz que está a ponderar uma nova edição, até porque esta trouxe à Taberna das Almas mais de mil pessoas.

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