Vodafone Mexefest de regresso: o que esperar da edição deste ano?


O Verão traz-nos calor, tempo livre e festivais. É altura de ir para outro sítio, longe de onde passámos os últimos dez meses, e aproveitar todas as coisas boas que os dois meses de Julho e Agosto nos trazem, num lugar onde apenas neste período de tempo poderíamos ir. O Inverno, por sua vez, traz-nos o oposto e deixa-nos presos à cidade.

A chuva volta, o frio também, as multidões também e os passeios grandes por sítios que não conhecemos, mas que gostamos tanto de conhecer, tornam-se no oposto. No entanto, não faz sentido pensar que esta altura não nos dá motivos para celebrar também. E, nos dias 28 e 29 de Novembro, o Vodafone Mexefest chega a Lisboa para celebrar não só a cidade como também toda a música que nestes dias vai ter a oportunidade de viver nela.

A celebração é feita em mais de uma dezena de salas, ao longo da Avenida da Liberdade, por muitos dos mais aclamados artistas da cena indie actual e por um positivo número de artistas portugueses. Para além dos espaços já conhecidos das edições anteriores – a Salas Manoel de Oliveira e Montepio do Cinema São Jorge, a Estação Vodafone FM situada na Estação Ferroviária do Rossio, o Ateneu Comercial de Lisboa, a Igreja de São Luís dos Franceses, a Sociedade de Geografia de Lisboa, a Casa do Alentejo e o emblemático Coliseu de Lisboa – a edição deste ano vai ainda contar com concertos no Ritz Clube, que vai reabrir especialmente para as duas noites do festival, no Starbucks da estação do Rossio, na Garagem EPAL, que dará o seu espaço à Sala Super Bock Super Rock, e no Palácio Foz.

St. Vincent, Sharon Van Etten e Tune-Yards foram as primeiras confirmação e são três dos nomes mais esperados desta edição, juntamente com Palma Violets, Perfume Genius e Wild Beasts. As espanholas Deers juntam-se a Johanna Glaza e a Shura para dar ainda mais força às vozes femininas no festival e trazem, juntamente com Curtis Harding, com os portuguesas Savanna e com King Gizzard & The Lizard Wizard, uma sonoridade com forte influência dos anos 70.

JJ e Kindness são dois dos nomes confirmados para assegurar a electrónica no festival. Para comprovar a versatilidade do festival, podemos ainda contar com o hip-hop de Pharoahe Monch – que Eminem tem como ídolo —, o trip-hop de Bristol, o novo projecto de Marc Collin, um dos membros fundadores dos Nouvelle Vague e o punk de Cloud Nothings, que voltam a trazer-nos Here And Nowhere Else – o álbum que precede a Attack On Memory, o longa-duração gravado pelo mítico Steve Albini e que os lançou para a fama -, após um explosivo concerto no palco Pitchfork do último NOS Primavera Sound.

Como é cada vez mais frequente – e ainda bem –, os artistas portugueses têm uma forte presença no festival. Éme, o alter-ego de João Marcelo, traz-nos Último Siso, o seu mais recente álbum, produzido por B Fachada e Walter Benjamin, os Modernos, projecto paralelo de três dos membros de Capitão Fausto, trazem-nos o EP #1, quatro músicas de rock lo-fi a lembrar Wavves ou Ty Segall e que combina muito bem com Cloud Nothings, que tocam no mesmo dia e no mesmo palco que os portugueses, e os Throes + The Shine ficam responsáveis por pôr toda a gente a dançar dois discos de rock misturado com kuduro misturado com os mais variados universos musicais, todos eles quentes e tropicais.

Também confirmados estão Duquesa, o projecto a solo do vocalista de Glockenwise, Sensible Soccers, Salto, Stereossauro, Clã e Convidados e a voz feminina mais conhecida do hip-hop português, Capicua.

A música invade assim a cidade, e o festival junta-se ao frio do mês em que acontece e aos edifícios históricos que o recebem para criar o cenário e o imaginário perfeito para uma celebração obrigatória.

O download do cartaz completo, bem como o horário das actuações, pode ser feito em vodafonemexefest.com.