9 locais por onde o Super Bock Super Rock já passou


 
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Foi na passada quarta-feira, dia 3, que o Super Bock Super Rock anunciou uma mudança de recinto para 2015. Depois de cinco edições na Herdade do Cabeço da Flauta, no Meco, o festival muda-se agora para o Parque das Nações, num recinto que inclui o Pavilhão de Portugal e o MEO Arena. O pó e as intermináveis filas de carro para chegar ao festival podem ter acabado, mas para trás ficam também os dias passados na praia à espera dos concertos, as noites e o ambiente de campismo e as conversas de fim de tarde num qualquer café da aldeia do Meco.

Se olharmos para a história do Super Bock Super Rock percebermos que a mudança de espaço é algo que acontece com frequência: em 20 edições o festival já passou por mais de duas dezenas de locais diferentes, chegando mesmo chegado a mudar de formato várias vezes.

1 – Gare Marítima de Alcântara (1ª edição)

Tendo demorado a assentar, o Super Bock Super Rock contou, na primeira edição, em 1995, com um cartaz que incluía nomes como Jesus and Mary Chain, The Cure e Faith No More, e realizou-se na Gare Marítima de Alcântara, onde só ficou durante um ano.

2 – Passeio Marítimo de Alcântara (2ª edição)

A segunda edição aconteceu no Passeio Marítimo de Alcântara, mas rapidamente mudou de sítio.

3 – Passeio Marítimo de Algés (3ª edição)

Na terceira edição o festival teve lugar no Passeio Marítimo de Algés, onde acontece hoje em dia o NOS Alive.

4 – Praça Sony (4ª edição)

Em 1998, no ano da quarta edição do festival, o festival realizou-se na Praça Sony, no futuro Parque das Nações, durante a Expo ’98.

5 – Lisboa, Porto, Gaia, Coimbra, Évora… (5ª, 6ª, 7ª e 8ª e 9ª edições)

Em 1999 muda de formato e apresenta-se com um cartaz que se estende por dez dias e três cidades diferentes, passando por salas como o Coliseu de Lisboa, a Aula Magna, o Paradise Garage, o Coliseu do Porto e o Hard Club. Na edição seguinte as salas mantiveram-se, mas o festival aconteceu ao longo de duas semanas, entre 3 e 15 de Março. Continuando a aumentar o tempo de duração, em 2001 o festival estendeu-se por trinta dias que incluíam concertos, seminários e workshops. Em 2002, aquando da sua 8º edição, o festival chegou ao estrangeiro e incluiu Vigo no lote de cidades, que já contava com Lisboa, Porto, Coimbra e Gaia. A 9º edição viu o festival chegar a ainda mais cidades, ao incluir Madrid e Évora no roteiro dos festivaleiros. A edição de 2003 ficou marcada por dois concertos dos Coldplay esgotados, em Lisboa e Madrid.

6 – Parque Tejo (10ª, 11ª, 12ª e 13ª edições)

Em 2004 o Super Bock Super Rock instalava-se no Parque Tejo, no Parque das Nações, local por onde ia ficar nos três anos seguintes . É a primeira vez, desde o seu início em 1995, que o festival permanece no mesmo sítio durante quatro anos.

7 – Porto e Lisboa (14ª e 15ª edições)

Em 2008 e 2009, o Super Bock Super Rock volta a mudar, assumindo outra vez o formato que manteve entre 1999 e 2003, voltando a estar presentes em duas cidades. Em 2008, os concertos aconteceram no Parque da Cidade do Porto e no Parque Tejo, em Lisboa. Em 2009, o rock mudou-se para o Estádio do Bessa, no Porto, e para o Estádio do Restelo, em Lisboa.

8 – Meco (16ª, 17ª, 18ª, 19ª e 20ª edições)

É finalmente em 2010 que o festival assume o formato a que mais estamos habituados. À décima sexta edição, o Super Bock Super Rock chega ao Meco, onde se vai manter durante cinco edições, tornando assim a Herdade do Cabeço da Flauta no local onde se realizou durante o maior número de anos seguidos. Após cinco edições algo controversas, que incluíram discussões sobre acessos, o pó do recinto ou as condições do campismo, que conseguiram conquistar um grande número de fãs e um público-alvo jovem muito específico e que receberam artistas como Arcade Fire, The Strokes, Arctic Monkeys, Queens of the Stone Age, Peter Gabriel ou Skrillex, o festival faz novamente as malas e volta ao Parque das Nações.

9 – Parque das Nações (21ª edição…)

Num recinto que inclui quatro palcos, dois deles cobertos, o Super Bock Super Rock faz uma mudança radical que justifica com vantagens como a proximidade ao aeroporto, os acessos ou a oferta hoteleira. Esquecidos ficam os festivaleiros prontos a entregarem-se ao pó do Meco, às praias, ao campismo, aos pinhais, à aldeia. Recebemos a notícia de mais uma mudança de pé atrás, com a certeza de que a Herdade do Cabeço da Flauta vai deixar saudades.

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!