O ZX Spectrum voltou e trouxe com ele a nostalgia dos anos 1980


Em várias arrecadações de todo o mundo, por entre caixas e caixotes, existirão certamente exemplares do ZX Spectrum. Agora, o mítico computador dos anos 1980 vai deixar de ser peça de museu.

Sir Clive Sinclair, o criador do primeiro Spectrum, apadrinhou uma campanha de angariação no IndieGoGo que, em cerca de uma hora, amealhou as 100 mil libras necessárias para mandar fabricar o ZX Spectrum Vega. Este sucessor chega ao mercado com menos botões, acesso à Internet e muita nostalgia. Com esta versão não são precisas cassetes para jogar Tetris. Além dos 1000 jogos que já vêm instalados, a versão Vega do ZX Spectrum permite que se descarreguem da Internet mais jogos, muitos mais jogos – ao que parece, todos os cerca de 14 mil que foram produzidos para o primeiro foram adaptados para o novo.

Tão retro como a própria ressurreição do ZX Spectrum é o nome da empresa que o vai fabricar, a Retro Computers é a responsável por garantir que não se perde essência nesta passagem de testemunho. O Vega pouco terá de computador doméstico. É uma consola sem comandos estranhos, sons estranhos e tempos de espera intermináveis para carregar um jogo. Basta aceder aos menus, escolhê-lo e jogá-lo. Traz um cabo para se ligar à TV, um leitor para cartões de memória e wi-fi.

Mas os fãs incorrigíveis têm que ter calma. Quem esperou 32 anos pela re-edição do Spectrum vai ter que continuar a esperar. O primeiro stock de 1000 máquinas a 100 libras (127 euros) cada, já esgotou. Para quem chegou atrasado existem alternativas: há um livro sobre o novo ZX Spectrum que pode satisfazer a curiosidade – embora não acreditemos que o faça – e pode tentar reservar uma das 3000 mil máquinas que serão produzidas depois de fevereiro. As primeiras chegam às mãos dos seus donos nesse mesmo mês.

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