Vamos conseguir “mexer” na realidade virtual?


Redes sociais é com o Facebook, pesquisa é com a Google, música é com o Spotify, filmes e séries é com o Netflix… Realidade aumentada é com a Oculus. A empresa – que ajudou a Samsung a lançar o Gear VR – está a desenvolver o seu próprio produto, o Oculus Rift, e ao mesmo tempo a criar uma plataforma de apps e a desenvolver a própria tecnologia de realidade aumentada.

A realidade aumentada ainda está muito verde, diga-se. É uma experiência imersiva que qualquer um quererá experimentar, mas falta-lhe algo muito importante: a interação com cenários. Na verdade, quando colocas os óculos (seja o Gear VR, seja o Oculus Rift), entras de imediato numa realidade diferente; contudo, não consegues “mexer” nela.

A Oculus parece empenhada em tentar resolver isto, tendo feito ontem duas compras importantes – duas empresas que andam a brincar com as mãos há já algum tempo: a Nimble VR e 13th Lab.

A Nimble VR tem estado a desenvolver, com o Oculus Rift em mente, uma câmara capaz de detectar o movimento da mão. O objectivo da empresa é permitir que, ligando a câmara aos óculos, o utilizador use as suas mãos para controlar uma arma num jogo. De referir que a Nimble VR tinha a decorrer uma campanha de crowdfunding no Kickstarter para financiamento do seu projecto. A campanha contava com mais de 62 500 dólares no final de Outubro, um valor que mais do que duplicou até ontem, altura em que foi cancelada como consequência do negócio de venda à Oculus.

Já a 13th Lab dedica-se à criação de mapas 3D usando image data, mas também se dedica a detecção de imagem e realidade aumentada. Esta empresa consegue, por exemplo, detectar uma sala na nossa realidade e substitui-la por uma outra sala, imaginária, em realidade aumentada (que só vês com o Oculus Rift na cabeça).

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