CEO da BlackBerry defende neutralidade não só na Internet mas também nas apps


O CEO da BlackBerry, John Chen, quer expandir a neutralidade da Internet ao acesso às aplicações e aos serviços. Numa carta direcionada à The Federal Communications Commission e a Barack Obama, Chen reivindica mais igualdade ao sugerir que sistemas operativos como o iOS e o Android disponibilizem as suas apps para os utilizadores de BlackBerry.

Atacando directamente a Apple, John Chen argumenta que o BBM, app de mensagens instantâneas da sua empresa, está disponível para iOS, enquanto que o iMessage, da Apple, não está disponível para os utilizadores de BlackBerry. “Infelizmente, nem todos os fornecedores de conteúdo ou aplicações abraçaram uma abertura maior e a neutralidade”, acusa. “Milhões de utilizadores de iPhone e Android por todo o mundo têm feito download do BBM e estão a usar o serviço sem custo”, refere Chen.

“Esta dinâmica criou dois níveis de ecossistemas de banda larga, em que os utilizadores de iPhone ou Android conseguem aceder a muito mais conteúdo e muitas mais aplicações do que os utilizadores de outros sistemas operativos, argumenta o CEO da BlackBerry.

Para além de referir a Apple, Chen lançou para a fogueira também o nome da Netflix, que diz querer ligar o nome da empresa à neutralidade, apesar de não a cumprir: “o Netflix tem vindo a fazer discriminação aos utilizadores de BlackBerry pois tem recusado tornar acessível o serviço de streaming“, acrescentando que há outras aplicações semelhantes onde o mesmo acontece.

Na carta, enviada esta quarta-feira aos chefes de departamento do governo norte-americana, o CEO da empresa canadiana defende que a “neutralidade tem de ser legislada no que toca às aplicações e ao conteúdo“: “isto se quisermos realmente uma internet livre, aberta e que não discrimina“. John Chen defende que todos os consumidores de internet sem fios têm de poder ter acesso – de forma legal – a todas as aplicações e conteúdos que queiram. “Os fornecedores de aplicações ou conteúdos têm de ser proibidos de qualquer forma de discriminação baseada no sistema operativo que usa“, conclui Chen.

Na sua carta aberta no blog oficial da BlackBerry, o CEO não refere o Windows Phone.