#JeSuisCharlie: a internet está a deitar fumo


Paris está em choque e a Internet também. O jornal satírico francês Charlie Hebdo foi alvo, esta manhã, de um violento ataque de 3 homens armados. O director do jornal, Stephane Charbonnier (mais conhecido por Charb), os cartoonistas Georges Wolinski e Jean Cabut, e sete jornalistas morreram. Os criminosos encontram-se a monte e estão a ser procurados pela polícia.

Trata-se do maior atentado terrorista em França dos últimos 40 anos.

Ao todo, estão confirmadas 12 vítimas mortais (aos 10 elementos do jornal juntam-se 2 agentes da polícia), 4 feridos muito graves e 20 feridos leves. O incidente aconteceu por volta das 10h30 (hora de Lisboa) na sede do Charlie Hebdo. Os 3 atiradores entraram nas instalações de cara coberta e armados com uma Kalachnikov e um lança-rockets, de acordo com a agência de notícias AFP.

Estas imagens tentam captar a violência do ataque:

A polícia procura agora os atiradores, tendo reforçando a vigilância na zona de Paris circundante à redacção do Charlie Hebdo.

Uma hashtag em defesa da liberdade jornalística

A página do jornal Charlie Hebdo no Facebook tem recebido um aumento enorme de likes nas últimas horas. Eram pouco mais de 250 mil à hora dos incidentes; agora contabilizam-se qual 400 mil seguidores.

A Internet criou a hashtag #JeSuisCharlie (e uma imagem) para apoiar a equipa do Charlie Hebdo e defender a liberdade jornalística. De acordo com a BBC, na primeira hora foram feitos mais de 21 mil tweets. Estas reacções solidárias a um ritmo incrível fazem-nos imaginar como teria sido um feed do Twitter a 11 de Setembro de 2001 (a rede social só apareceu em 2006).

A imagem “Je Suis Charlie” (ou “Eu Sou Charlie”) tem sido largamente difundida. A embaixada dos Estados Unidos em França foi uma das muitas contas de empresas ou indivíduos a colocarem as palavras como foto de perfil:

Ao longo do dia, têm surgido inúmeros tweets. Partilhamos alguns deles:

Em França, a Google já se vestiu de luto:

A hashtag saiu à rua

Manifestações voluntárias e não planeadas estão a encher as ruas de Paris. O cenário está a ser idêntico – embora em proporções muito mais reduzidas, claro – em outros pontos do mundo, como o Parlamento Europeu ou embaixadas de França.