Jet stream: aviões comerciais perto da velocidade do som


Um Boeing 777 da British Airway, levado pelos ventos excepcionalmente fortes do ‘jet stream’, atingiu os 1200 km/hora, um valor quase igual à velocidade do som (1224km/hora). Tal como este, muitos outros aviões que faziam a viagem entre Nova Iorque e Londres apanharam esta corrente e diminuíram o tempo de viagem: neste caso, a viagem demorou menos uma hora e alguns minutos do que as normais seis horas e meia.

Vários foram os aviões que descolaram do aeroporto John F. Kennedy International Airport e em cinco horas e 20 minutos chegaram ao londrino Heathrow Airport, com a “ajuda” do jet stream. Estes tempos recorde de viagem já são comuns, mas só se manifestam em Janeiro e Fevereiro, altura em que o efeito de jet stream é maior.

Os pilotos destes aviões aproveitam uma corrente estreita de vento forte na estratosfera, o chamado jet stream. É comum utilizar essa ‘passadeira rolante’ no ar sempre que possível para que a duração das viagens e os gastos em combustível decresçam. No entanto, tal só pode ser aproveitado nos vôos EUA-Europa, e não no sentido inverso, uma vez que no Atlântico Norte a corrente é sempre no sentido Oeste/Este. A corrente fica mais intensa no inverno, principalmente quando as temperaturas do ar do Norte e do Sul contrastam bastante.

Caso estejam agora a perguntar-se se os efeitos do jet stream só se aplicam em benefício, convém esclarecer que o contrário também se verifica: os aviões que descolam da Europa em direção à América estão a demorar mais. Esta situação pode até obrigar os aviões a fazerem uma paragem de propósito para reabastecer uma vez que os gastos de combustível na viagem são maiores do que os habituais.

Para evitar ao máximo os feitos deste fenómeno na velocidade dos aviões, para o bem ou para o mal, as rotas entre o Reino Unido e os EUA mudaram ligeiramente, sendo que passam agora mais perto da Gronelândia, evitando assim o Oceano Atlântico.