8 novas confirmações para o Milhões de Festa 2015


O Milhões de Festa não pára de ganhar dimensão, acrescentando às arestas do triângulo os vértices que vão faltando. Com nomes como The Bug, All We Are e The Cosmic Dead já anunciados, entre outros, acrescentamos mais 8 nomes ao cartaz da edição de 2015, que decorre de 23 a 26 de Julho em Barcelos.

A dupla Grumbling Fur traz para o universo da música pop o virtuosismo multi-instrumental, enquanto que os Golden Teacher, por seu lado, encarnam tudo o que a electrónica deveria defender numa expressão extravagante de ritmos de dança em formato de banda. Directamente da Tailândia vêm os Paradise Bangkok Molam International Band com a roupagem contemporânea do groove local apelidado de molam.

A Baba Yaga’s Hut já marcou presença no Milhões de Festa, em 2014, trazendo Flamingods, Soccer96 e The Comet is Coming até Barcelos. Para 2015, e pelas mãos de Anthony Chalmers e directos do Reino-Unido vêm os kraut-rockers The Cosmic Dead, os suprassumos do stoner e mais recente aposta da Rocket Recordings Hey Colossus e o duo de electrónica-mais-bateria explosivo Gum Takes Tooth.

A fechar as novas adições, teremos os Dreamweapon, com o seu psicadélico e o LP de estreia na calha (que será editado em Março pela Lovers & Lollypops), e os israelitas Tree, com o seu rock bem enraizado nos blues.

Os bilhetes gerais para o Milhões de Festa, à venda na Bilheteira Online, custam 49,99 € até dia 11 de Maio. Ficou, no entanto, por referir que os bilhetes subiriam de preço a partir de dia 14 de Julho, passando de 59,99 para 69,99 €.

Grumbling Fur

Daniel O’Sullivan (Ulver, Sunn O))), Miracle) e Alexandar Tucker (imbogodom) têm dado provas constantes das suas capacidades enquanto instrumentistas virtuosos, mas Grumbling Fur não é apenas mais um ponto num currículo bem vasto. Pelo contrário, a dupla, aposta da Thrill Jockey, junta os seus génios para dobrar e contornar fronteiras típicas de género, tendo sempre a canção como objectivo principal do seu diálogo criativo. Poucos são os terrenos que os britânicos não percorrem com o seu cancioneiro bem apetrechado de detalhes.

Golden Teacher

Os Golden Teacher relativizam a geografia: pela sua música, Glasgow fica a um pé de dança de África. Pejados de explosões rítmicas, os escoceses propõem-se a fazer a festa ao mínimo som de percussão, enchendo-o de retalhos de electrónica contagiantes e ricos. Ficou provado em três EPs, sendo o mais recente uma afirmação do que vamos encontrar em Barcelos: “Party People” diz tudo, não diz?

The Paradise Bangkok Molam Internacional Band

O molam, música tradicional tailandesa, corre no sangue destes senhores como a fatalidade no sangue português. E como o fado do Milhões é a Festa, pouco importa de onde esta vem. A verdade é que os Paradise Bangkok Molam International Band conseguem dar uma roupagem sem-fronteiras a algo que pertence de corpo e alma àquela região da Ásia. Temos pouco tempo para aprender a dizer “festa” em tailandês.

The Cosmic Dead

Embalados pelas mesmas estrelas que se alinharam na Alemanha na década de 70, os Cosmic Dead embalam-se nos baixos do kraut e enamoram-se com a promessa de explorar o espaço aberto nessa janela. Uma promessa que deixaram no ar no Porto, em 2013, e que vêm concretizar ao Milhões de Festa num palco ao nível da sua psique.

Hey Colossus

O nome, humildemente, cumprimenta a soberba que rodeia os londrinos Hey Colossus: sejamos honestos, acabado de editar pela Rocket Recording, “In Black And Gold” não é um piscar de olhos a grandes referências, mas sim a transfiguração das mesmas através dos riffs mais duros do stoner, a disputar protagonismo com a sua versão mais dopada e espacial. Os Hey Colossus trarão o seu melhor cabedal para Barcelos — e não se admirem se for a melhor farpela para headbang que vejam o ano todo.

Gum Takes Tooth

Uma orquestra de ruído perfeitamente armonizada, é quase de espantar que apenas duas pessoas consigam processar toda a informação na música de Gum Takes Tooth. Mas não há mais ninguém na banda londrina para além de Thomas Fuglesang e Jussi Brightmore, pasme-se, e a julgar pelo último álbum, “Mirror Fold”, há neles energia que chegue e sobre. Para o Milhões, espera-se um kit de bateria musculado e explosões electrónicas em todas as direcções, à procura de ritmo e de o levar a todos os que presenciarem a aterragem destes aliens em Barcelos.

Dreamweapon

O conta-quilómetros dos Dreamweapon não parou, e 2015 será o ano em que vão passar uma marca história com a sua nave orientada para os sons espaciais: o LP de estreia tem edição marcada para Março pela Lovers & Lollypops e promete colocar a banda portuense na lista de paragens obrigatórias do psicadélico.

Tree

O blues é uma das expressões essenciais da cultura ocidental, e o mesmo se pode dizer em relação à africana. Por isso mesmo, assume-se como um dos géneros com menos barreiras culturais no mundo, e um dos que melhor interiorizámos. Os Tree expressam-se de guitarra em punho, com o rock bem azulado e vindo do mesmo interior que grassava os trabalhos de sol a sol do Mississipi e do Norte de África. Ainda que as suas raízes venham de Israel, a banda faz do género algo seu, trazendo um baforada do sol do Médio Oriente para o verão minhoto.

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