Este é o primeiro vídeo de um raio laser a mover-se no ar


E se fosse possível vermos a forma de um raio de luz? Os cientistas da Universidade de Herriot-Watt em Edimburgo no Reino Unido conseguiram isso mesmo.

Com uma câmara capaz de captar 2 milhões de impulsos laser em 10 minutos, os cientistas conseguiram filmar a forma que um impulso/raio laser – que não é mais que um conjunto de fotões organizados e concentrados – assume ao viajar no ar. Os fotões são as partículas com menor quantidade de luz possível e a luz que vemos no video são todas as colisões individuais de fotões com as partículas do ar. A câmara é capaz de filmar individualmente cada colisão e a junção dessas colisões resulta na forma que vemos nas imagens.

“Pela 1ª vez conseguimos ver a luz a passar ao nosso lado”, disse Genevieve Gariepy, investigadora principal, ao The Verge.

O facto de os laseres serem fotões muito condensados e organizados, torna complicado ver a sua luz, excepto quando esta é reflectida em objectos. Quando ligamos um laser num ambiente com fumo ou gás no ar, vemos o percurso que a sua luz percorre porque existem mais colisões dos fotões com as partículas suspensas no ar. Com a elevada sensibilidade da câmara utilizada, conseguimos observar o mesmo fenómeno, mas apenas com as colisões dos fotões com as partículas do ar.

Esta experiência é um passo em frente no que diz respeito à captação da luz na sua forma mais indivisível. Os cientistas do MIT já tinham conseguido filmar um impulso de luz a viajar no interior de uma garrafa de Coca-Cola com água. O grande avanço desta experiência da universidade no Reino Unido é que a câmara utilizada é do tamanho de uma câmara digital compacta, enquanto que no MIT estamos a falar de uma máquina com o tamanho de um projector. Além disso, esta nova câmara é mais sensível e mais rápida a captar as colisões, precisou apenas de 10min e não de 1 hora como a sua antecessora.

A nova máquina ainda tem um problema: uma resolução de 1024px numa matriz de 32 por 32 pixeis. No entanto, os cientistas envolvidos na experiência realçam a portabilidade do aparelho e dizem que a tecnologia pode estar ao alcance dos consumidores num futuro próximo.

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