Fundador do TugaLeaks e outros 6 piratas informáticos detidos pela PJ


 
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A Polícia Judiciária deteve, esta manhã, o fundador do site Tugaleaks, Rui Cruz, e mais 6 pessoas por crimes informáticos que foram registados nos últimos meses e que levaram ao acesso e divulgação de vários dados pessoais do Estado e também de “empresas relevantes do sector privado”.

“A Polícia Judiciária, através da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, em estreita articulação com o Gabinete do Cibercrime da Procuradoria-Geral da República, desenvolveu, na manhã de hoje, em vários locais do território nacional, uma vasta operação de combate à criminalidade informática e tecnológica, designadamente à atividade ilícita conhecida como hacktivismo”, lê-se num comunicado da PJ.

Em causa, estão “crimes de sabotagem informática (DDoS), de dano informático (defacing), de acesso ilegítimo (hacking) e de acesso indevido (exfiltração de dados), praticados contra diversos sistemas informáticos do Estado Português e, também, de empresas relevantes do sector privado”, segundo o mesmo documento. Os ataques foram todos assinados pelo Grupo Anonymous.

A investigação da PJ iniciou-se em Abril do ano passado, depois dos primeiros ataques a servidores que alojam sites do Ministério Público, da Polícia Judiciária, do Conselho Superior da Magistratura, da EDP e da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista.

A referida investigação hoje com a “realização de 24 buscas domiciliárias e a detenção de 7 presumíveis autores, um deles de sexo feminino, de idades compreendidas entre os 17 e os 40 anos de idade, nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Além das detenções, foram, ainda, constituídos 14 arguidos, face ao seu envolvimento nos factos delituosos”. A PJ diz que a investigação não termina aqui e que vai continuar a procurar possíveis ligações.

“A actividade destes grupos centrava-se no ataque frequente e lesivo a sistemas informáticos institucionais, públicos e privados, sendo que as consequências práticas do cometimento destes tipos de crimes conduzem à inesperada inoperabilidade institucional dos mesmos, com os prejuízos daí resultantes”, refere o comunicado. Uma prática que, de acordo com a PJ, afecta a imagem do Estado Português “quanto a matérias de fiabilidade e segurança, mormente, a da informação, a da informática e as das infraestruturas críticas”.

A PJ não refere no comunicado os nomes dos detidos. Mas, de acordo com informações recolhidas pela TSF, foram feitas buscas na casa/escritório de Rui Cruz, em Pinhal Novo, tendo o mesmo sido detido. Rui Cruz é o fundador do Tugaleaks, um site que está registado com órgão de comunicação social e que é claramente inspirado no Wikileaks de Julian Assange. No início deste mês, o Ministério Público arquivou um processo contra Rui Cruz por alegada violação de correspondência ou telecomunicações – um caso que remonta a 2012.

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