O improviso e o génio de Robin Williams no início dos anos 80


 
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Após o desaparecimento de Robin Williams, a 11 de Agosto do ano passado, muitos defenderam que “o mundo perdera um pouco da sua felicidade” e que teríamos ficado todos um pouco mais tristes. Mas a genialidade de um dos actores mais queridos pelo público em geral ia para além das performances tocantes e divertidas a que nos habituou.

A facilidade de improviso de Robin Williams era também ela impressionante e é precisamente esse talento que revisitamos neste vídeo. O actor norte-americano, recém-entrado no clube dos 30, mostrava-se então um entertainer assumido. Provavelmente o purismo da sua representação morou sempre em si mesmo. Contrariando o típico actor que encararia uma audição como uma oportunidade que não pode deixar escapar, Robin Williams mostra nesta rara gravação que ser feliz com o que fazia terá sido sempre uma das suas prioridades. Mesmo que para isso implicasse gozar com o realizador que o avaliava, arriscando assim o papel no anúncio pelo qual se batia numa audição.

O início da década de 80 coincide com a data do seu primeiro grande papel no cinema, no filme Popeye (1980) de Robert Altman. Até então, Robin só tinha tido pequenos papéis no pequeno ecrã.

Estas capacidades de Robin Williams não serão grande novidade para os mais atentos ao seu trabalho. Um dos que sempre as soube apreciar foi Steven Spielberg. Durante a rodagem do filme Schindler’s List (1993), Spielberg cedo percebeu que a carga negativa exigida pelo contexto do filme precisava de ser aliviada em certos momentos. Depois de receber algumas chamadas de Robin Williams que facilmente o animavam, pediu-lhe para que essas chamadas passassem a ser feitas em alta voz, para que a produção e o elenco o pudessem ouvir. Através do espírito contagiante de Robin, Spielberg conseguiu contrariar o efeito depressivo que a temática do Holocausto causava em todos os envolvidos no filme, com imitações constantes de várias personagens, com especial destaque para o Génio do filme Aladdin (1992) .

Se não conseguirmos aumentar o número de patronos, a 2ª edição da revista será a última, e o Shifter como o conheces terminará no final de Dezembro. O teu apoio é fundamental!