Sony anuncia pré-venda dos seus SmartEyeglass


 
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Enquanto a Google está a repensar o Glass, a Sony está a colocar em pré-venda dos seus óculos de realidade aumentada, os SmartEyeglass, no Reino Unido e na Alemanha. Trata-se de um developer kit (SED-E1), que vai custar cerca de 670 euros. A versão final (para não-programadores) do equipamento não chegará ao mercado antes de 2016.

A solução da Sony para realidade aumentada diferencia-se da de Mountain View: enquanto que o Glass foi concebido como um objecto discreto, que as pessoas pudessem usar no seu dia-a-dia, a lógica do wearable da empresa japonesa parece ser diferente.

Os Sony SmartEyeglass têm um pequeno apêndice, um dispositivo circular que não só faz a gestão da bateria e a ligação ao telemóvel, como também serve de “comando remoto” dos óculos. O problema é que essa “bolacha” faz com que os SmartEyeglass sejam, na prática, dois dispositivos, pelo que – a acrescentar à armaçãopouco “natural” , grossa e saliente – dificilmente imaginamos uma utilização diária e rotineira dos mesmos.

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Mas é possível notar nos SmartEyeglass algumas vantagens significativas relativamente aos falhados Glass. Na verdade, a grande mais valia do engenho da Sony são as suas lentes, que usam usam um sistema de projecção de hologramas para colocar apps, jogos e outros dados na frente dos olhos dos utilizadores. Deste modo, os SmartEyeglass podem ser úteis numa série de aplicabilidades relacionadas com o gaming ou a produtividade, num contexto de casa ou de escritório.

No fundo, estes óculos da Sony são mais uma ferramenta de uso pontual do que os nossos próximos óculos  – até porque a sua bateria não é “famosa” (150 minutos se não usarmos a câmara, 80 minutos se usarmos a câmara).

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