Zlatan Ibrahimovic tirou a camisola e o mundo viu 50 pessoas com fome


O jogador de futebol Zlatan Ibrahimovic tatuou no seu corpo o nome de 50 pessoas que passam fome e, este sábado, para festejar um golo aos 2 minutos do jogo entre o PSG e o Caen, tirou a camisola, exibindo ao mundo uma realidade que este tenta ignorar.

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Mas o mundo não percebeu de imediato o que é que Ibrahimovic estava a tentar mostrar-lhe. O árbitro seguiu as regras e mostrou ao internacional sueco um cartão amarelo. Os adeptos interrogaram-se sobre o que teria levado um jogador experiente a ver um cartão desnecessário: seria puro exibicionismo? Só um vídeo divulgado este domingo colocou a limpo a intenção de Ibrahimovic: “onde quer que eu vá, as pessoas reconhecem-me, chamam o meu nome e acarinham-me. Mas há nomes que ninguém se lembra de acarinhar”, explica num vídeo divulgado pelo World Food Programme.

Nomes como Chheuy e Lida (cambodjanas de 8 e 9 anos), Siatta (liberiana de 30 anos), Mariko (congolês de 80 anos), Yaae (do Sudão do Sul, 28 anos), Antoine (da República Centro-Africana, 75 anos), Carmen (boliviana de 52 anos), Sawsan (uma síria de 13 anos) ou Rahma (iraquiana de 14 anos). “Se pudesse, escreveria todos os nomes no meu corpo. Mas há 805 milhões de pessoas a morrer à fome”, disse ainda.

O referido vídeo do World Food Programme (WFP) já reuniu mais de 1 milhão no YouTube e integra a campanha de marketing 805 Million Names, à qual Zlatan Ibrahimovic se associou. A campanha foi pensada pelos suecos Forsman & Bodenfors, a mesma agência de publicidade que fez o Epic Split do Van Damme.

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No site da campanha, é possível conhecer em pormenor os “campeões silenciosos que lutam diariamente contra a fome” e ainda ler as seguintes palavras do WFP:

Hunger can be eliminated in our lifetimes. But we need your help.

People suffering from hunger don’t often make the front page, yet hunger and malnutrition are the number one risk to health worldwide – greater than AIDS, malaria and tuberculosis combined. Today there are 805 million undernourished people in the world. That means one in nine people do not get enough food to be healthy and lead an active life.

The good news is that hunger is entirely solvable. There is enough food in the world to feed everyone and no scientific breakthroughs are needed. Today’s knowledge, tools and policies, combined with political will, can solve the problem.

Good progress was made in reducing chronic hunger in the 1980s and the 1990s, but progress began to level off between 2000 and 2010. All of us – citizens, employers, corporate leaders and governments – must work together to end hunger.

The World Food Programme is the world’s largest humanitarian agency fighting hunger worldwide. WFP reaches more than 80 million people with food assistance in 75 countries each year.

Antoine, Rahma and Chheuy are some of the 80 million that WFP feeds. But there are 805 million suffering from hunger worldwide. WFP needs everyone’s support to eradicate hunger. We know a Zero Hunger world is possible: the world produces enough food to feed the entire global population. But we cannot build a Zero Hunger world alone. We need your support to ensure that the stories of these silent champions are not forgotten.

805 million people are suffering from hunger today. Make sure the world knows.

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