Este é o Jolla Tablet


A Jolla, a start-up finlandesa que criou o seu próprio sistema operativo (Sailfish OS) e um telemóvel para ele, regressou a Barcelona para mostrar o seu novo produto. O Jolla Tablet (lê-se “yola”) foi financiado em crowdfunding com mais de 2,2 milhões de dólares e está pronto para chegar ao mercado.

Este tablet de 8 polegadas não é o mais bonito do mercado, nem muito menos o que tem o “look mais premium”. Sabe a plástico, mas corre um sistema operativo que transpira uma frescura agradável. O Sailfish OS é uma abordagem diferente à do Android ou à da Apple. Foi pensado para ser navegado usando gestos multi-touch (como o arrastar) e não botões, o que torna a aprendizagem mais demorada.

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É compatível com Android, abrindo a porta a um conjunto de apps do ecossistema da Google pré-seleccionadas pela Jolla. Quer isto dizer que no Sailfish OS não há Google Play Store, pelo que o download de apps está limitado à oferta da loja da fabricante.

A experiência com o Sailfish OS no Jolla Tablet prova-nos que existem outras formas de interagir com os gadgets e de os organizar, formas diferentes daquelas a que estamos habituados. O homescreen é um mosaico com as apps recentemente abertas. Arrastando um dedo para cima, acedemos à lista de todas as nossas apps. Um dedo para baixo permite-nos escolher um tema, alterando o Jolla Tablet ao contexto: aí podes mudar de um ambiente de trabalho, com apps de e-mail e calendário, para um de lazer, com o Netflix, por exemplo. Um dedo para um lado esquerdo, acedemos a um painel que agrega todas as nossas notificações, bem como alguns atalhos como “tirar uma selfie” ou ligar/desligar o wi-fi.

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Finalmente, um dedo para o lado direito deixa-nos entrar em algo que a Jolla apelida de “espaço dos parceiros”, que está a ser mostrado na feira com o serviço de streaming de música Deezer, apesar de nenhum parceiro ter sido ainda anunciado. A ideia é dar ao utilizador uma forma rápida de aceder ao seu conteúdo preferido, numa lógica em que compra um pacote do operador que inclui o tradicional serviço de chamadas, mensagens e dados, um equipamento e conteúdo.

O homescreen e a lista de apps estão acessíveis a partir de qualquer ecrã com um dedo para a direita ou um dedo para cima, respectivamente. Desta forma, o multitasking fica facilitado. De referir ainda que no homescreen, as apps não aparecem na forma de ícones, mas sim de previews, que mostram o que está a acontecer dentro delas – à lá Windows Phone.

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O Sailfish OS que vem dentro do Jolla Tablet é a versão 2.0 – que relativamente à primeira versão, mostrada no ano passado no telemóvel, inclui um conjunto de alterações tendo em conta o feedback recolhido. Foi simplificado e foram também corrigidos alguns erros. O Sailfish OS 2.0 será comercializado na mesma altura em que o Jolla Tablet chegar ao mercado, o que deverá acontecer no segundo trimestre de ano.

O Jolla Tablet é o primeiro da Jolla, mas é também – de acordo com a empresa – o primeiro tablet que não tem um sistema operativo norte-americano e que não é desenvolvido para encaixar na estratégia de uma empresa.

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Quanto a especificações, o Jolla Tablet tem um ecrã de 7,85 polegadas com uma resolução de 2048 x 1536 pixels (330 ppi), que é nítido e brilhante e que apresenta um bom contraste e uma boa cor. O processador é um quad-core 64-bit de 1,8 GHz da Intel. A memória RAM é de 2 GB e o armazenamento vai de 32 GB a 64 GB, existindo uma slot que suporta cartões microSD até 64 GB.

Desenhado na Finlândia, o Jolla Tablet pesa 384 gramas, tem 8,3 mm de espessura e uma bateria de 4450 mAh. A câmara frontal tem 2 megapixels; a traseira tem 5 megapixels e grava vídeo Full HD 1080p.