O que é que homens-robô têm a ver com 5G?


No futuro, vamos poder vestir um exoesqueleto especial e controlar robôs à distância. Como? Através do 5G, a próxima geração das redes de internet que vai oferecer velocidades tão rápidas que os movimentos que fazemos são transmitidos instantaneamente para o robô, transformando este num clone sem sentimentos de nós próprios.

Bem, não vamos querer controlar robôs no dia-a-dia, mas num contexto de desastre natural ou humano tal pode ser muito útil: uma pessoa está refugiada num local seguro e, a partir daí, mexe-se num cenário destruído e perigoso para ajudar vítimas.

Esta é uma ideia que a SK Telecom está a mostrar em Barcelona como uma aplicação prática das redes 5G, capazes de oferecer velocidades de 7,55 Gbps. A operadora de telecomunicações sul-coreana diz que vai lançar um piloto do 5G na Coreia do Sul em 2018 e colocar a tecnologia no mercado em 2020.

A falta de latência do 5G é ideal para controlar homens-robôs usando exosesqueletos. A latência é o tempo que demora para, numa rede, um conjunto de dados ir de um ponto para o outro, traduzindo-se num desfazamento entre um comando ser enviado e ser recebido. Nas redes 4G, a latência é de cerca de 50 milissegundos, mas nas redes 5G em teste esta baixa para 1 milisegundo.

A SK Telecom diz que, assim, um humano pode operar um robô de forma instantânea e a longas distâncias. Na demonstração no MWC, o humano e o robô estão próximos um do outro, mas a operadora diz que o comportamento é exactamente igual em distâncias até 1 km, algo impossível com o 4G.

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Para além do controlo de robôs em contexto de desastre, as redes 5G também podem ser usadas para transmitir vídeo 360º de realidade virtual em tempo real, de um servidor para um cliente. No fundo, as potencialidades do 5G são infinitas, num mundo que se quer mais instantâneo e próximo.