ONU cancela parceria com Uber


 

Durou um pouco mais que uma semana. Oito dias depois de a Uber se ter juntado à ONU com a promessa de criarem 1 milhão de postos de trabalho para mulheres até 2020, a organização para a igualdade de género abandonou a iniciativa.

“Quero assegurar-vos que a ONU Mulheres não aceitará a oferta de colaborar com a Uber na criação de postos de trabalho”, disse a sub-secretária-Geral das ONU Mulheres, quando confrontada num evento público com questões relacionadas com o histórico de segurança das motoristas e passageiras da Uber.

A ONU Mulheres recebeu, dois dias depois do anúncio da parceria com a Uber, uma carta aberta da Federação Internacional de Trabalhadores de Transportes expressando as suas preocupações acerca das oportunidades económicas que a colaboração poderia criar.

Lia-se, nesse documento, o seguinte: “Ao classificar os condutores como trabalhadores independentes, a Uber nega-lhes as protecções básicas, desde um salário mínimo a um plano de cuidados de saúde e outros benefícios laborais. A mulheres já representam uma grande proporção da força de trabalho precária, e aumentar o trabalho por peça contribui significativamente para a perda de poder econômico e para a marginalização das mulheres em todo o mundo.”

Um porta-voz da Uber disse ao BuzzFeed News que, mesmo sem a ONU, a empresa manterá o objectivo de criar um milhão de postos de trabalho para mulheres até 2020.

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