Realizado o primeiro transplante bem-sucedido de pénis


Mais um avanço na cirurgia plástica e reconstrutiva, desta vez um reforço de peso para a população masculina. Uma equipa de cirurgiões sul-africanos do Tygerberg Hospital na Cidade do Cabo anunciou o primeiro transplante bem sucedido de um pénis humano.

A cirurgia demorou 9 horas e foi realizada em Dezembro de 2014, mas só agora foi anunciada ao público. O contemplado com um novo falo trata-se de um homem de 21 anos que há três anos sofreu uma amputação peniana na sequência de um ritual de circuncisão com complicações associadas. A circuncisão é encarada como um ritual de passagem masculino nas tribos Xhosa (à qual o indivíduo pertencia), um procedimento que, apesar de ser tradição entre as populações, continua a provocar mortes e bastantes mais casos de amputação peniana, cerca de 250 por ano.

Três meses após o procedimento, o anúncio foi feito por Andre Van Der Merwe, líder da equipa que realizou o transplante. Os resultados são bastante positivos já que o homem urina normalmente e recuperou a função sexual, faltando apenas recuperar a sensibilidade do órgão. “O nosso objectivo é que estivesse perfeitamente funcional dentro de dois anos e estamos muito surpreendidos com esta recuperação tão rápida” , congratulou-se Van Der Merwe em comunicado de imprensa da Universidade de Stellenbosch.

A operação requereu a aplicação das mais modernas técnicas de modo a unir os pequenos vasos sanguíneos e os nervos da extremidade amputada com o órgão de um dador falecido. O sucesso alcançado apesar das dificuldades técnicas deixa a equipa orgulhosa. “Provámos que isto pode ser feito – podemos dar a alguém um órgão que é tão bom como aquele que tinham”, revela Frank Graewe, outro dos membros desta equipa que entretanto já tem mais nove operações agendadas, tudo casos de amputação peniana ocorridos após uma circuncisão.

Uma conquista que permitirá a este homem, e aos outros que se seguirem, recuperar o uso pleno do seu orgão, tanto a nível sexual como urinário. Apesar do desempenho da sua equipa, Van Der Meeke recusa o rótulo de herói e prefere colocá-lo em outros: “Para mim os grandes heróis desta história são o dador e a sua família, que salvaram a vida de várias pessoas ao doar o coração, pulmões, fígado, rins, pele, as córneas e, por fim, o pénis.”

O paciente já conseguiu ter relações sexuais com a namorada, tendo-se verificado erecção e ejaculação normais.

(fonte: Universidade de Stellenbosch)