#ShifterMWC – parte 2


Se ainda não leste a 1ª parte do #ShifterMWC, clica aqui!

Quarta

Chegámos ao final da manhã ao congresso e quase morremos atropelados. Ao atravessar a passadeira depois da ordem de um polícia, apareceu uma caixa de fósforos com rodas mas sem travões. Tinha chovido durante a noite, por isso o chão estava escorregadio e, quando a senhora travou, o carro deslizou uns 6 metros até parar. Não ceifou metade do MWC porque o carro ia cheio, senão tinha continuado até ao fim da avenida.

Depois de passar a zona de guerra fomos conhecer uma empresa finlandesa chamada Jolla. Sim, como a cerveja mas com dois “éles”. Depois seguimos para uma outra empresa finlandesa, a Nokia. Vimos o “iPad Mini” deles aka Nokia N1 e perguntámos o que achavam desse tipo de comentários comparativos. A resposta foi “ah levamos isso como um elogio. Quer dizer que estamos a fazer as coisas bem”. Pois, copy and paste – well done!

Sinceramente, depois da Nokia já não sei bem onde fomos. Foi o dia mais productivo da semana e, por isso, já não consigo precisar a ordem. Vimos o Project Ara (o telemóvel que se monta aos módulos como o LEGO), vimos o relógio da LG que desbloqueia Audis, e vimos um robot controlado por um fato com 5G e pipocas na Microsoft (inovação).

Decidimos almoçar no McDonald’s para não sermos novamente assaltados. Eu fiz uma hyperlapse enquanto o Mário via o caminho no iPhone. Resultado: primeiro fomos confirmar que os Pirineus estavam no sítio para depois vermos que o McDonald’s era do outro lado da estrada. *facepalm*

Já à noite, enquanto esperávamos pelo UberEats na avenida Diagonal, decidi tirar umas fotografias de longa exposição com o iPhone e fazer algumas timelapses. Para os interessados, usei a app SlowShutter Cam para as imagens de longa exposição e a app nativa Camera para as timelapses. Usei também uma lente Wide Angle da Olloclip.

Quinta

Último dia do MWC. A conferência já estava fraquinha: os corredores estavam menos populados e alguns stands já não tinham lá as suas estrelas.

 

Ainda assim, ainda houve tempo para testarmos os Gear VR da Samsung (que tinham estado completamente ocupados o resto da semana). Ainda que não sejam os melhores óculos de realidade virtual são muito bons, dado que é o Galaxy S6 a fazer as contas todas.

Explorámos o resto da fira e encontrámos muitas aplicabilidades da tecnologia no mundo automóvel. Especialmente por parte da Qualcomm que apetrechou um Mazeratti com uma série de interfaces digitais geridas pelos novos Snapdragon. Até os espalhos retrovisores são um live feed de câmaras colocadas na parte traseira do carro.

Fizemos umas últimas filmagens dos pavilhões da conferência e fomos lentamente expulsos do espaço.

Como não desligaram o wi-fi, o Mário acabou por concluir a revisão de alguns artigos e a publicação de outros com uma espécie de “redação móvel” montada no hall de entrada. Enquanto isso, eu andei a fazer mais timelapses (sim é uma doença crónica)…

Quando chegámos a casa, o nosso anfitrião Dilmer decidiu fazer uma refeição especial para todos. Como podem ver estava delicioso! Também experimentámos a app dele – chama-se Glovo e entrega o que quiseres em menos de uma hora em Barcelona– para pedir algumas cervejas para uma noite que ia ser longa.

Sexta

Não dormimos. Ficámos acordados porque tínhamos de sair às 4 horas da manhã para chegar a tempo ao aeroporto. Despedimo-nos de todos, deixámos as chaves em cima da mesa e saímos. Descemos a avenida durante uns 15 minutos e a única coisa que se ouvia eram as rodinhas das malas a fazer eco na avenida vazia. Apanhámos o autocarro até ao aeroporto e incrivelmente estava cheio, mesmo às 4h20 da manhã.

Ao contrário do Porto, o aeroporto de Barcelona não dorme. Já havia muita gente a preparar viagem e a passar na revista. Muito mais meticulosos que os portugueses, os espanhóis revistaram-nos até aos dentes!

6h50 e estávamos a embarcar novamente num avião de brincar de regresso a Portugal. 1h30 depois estávamos de volta ao Porto e a chamar o Uber. Para nosso espanto, o motorista era uma senhora, muito simpática; mas pareceu que a nossa mãe tinha ido buscar-nos ao aeroporto. Autocarro novamente e mais 4 horas de viagem até à capital.

12h47 e terminava a viagem da equipa do Shifter ao MWC.

Esta foi a primeira vez que o Shifter esteve com uma equipa, no local, a cobrir um evento internacional, lado a lado com grandes nomes como o The Verge, o Mashable ou o Engadget. Pessoalmente, foi uma experiência fantástica e temos de agradecer a todos vocês que nos lêem e que nos permitiram (e justificaram) a nossa ida a Barcelona. Fazendo um balanço foi uma campanha positiva e enriquecedora tanto para nós como para o Shifter.

Até à próxima!