Taylor Swift coloca toda a sua música no novo serviço de streaming TIDAL


Depois de, no final do ano passado, retirar toda a sua discografia do Spotify em forma de protesto contra o modelo de negócio do popular serviço de streaming, a cantora disponibilizou agora a sua música no concorrente TIDAL.

O TIDAL, um novo serviço de streaming desenvolvido pela empresa sueca Aspiro (recentemente adquirida pelo rapper Jay-Z, pela quantia de 56 milhões de dólares), distingue-se das outras plataformas por oferecer música em ficheiros audio de altíssima qualidade. Em Dezembro do ano passado, o TIDAL – que em Portugal custa por 13,99 euros/mês – contabilizou 17 mil assinantes, um número insignificante quando comparado com os 15 milhões do líder Spotify.

Mas porque colocou a Taylor Swift a sua música no TIDAL e não no Spotify? A cantora não concorda com o plano gratuito do Spotify que, diz, não é vantajoso para os artistas. O TIDAL, para além de oferecer altíssima qualidade de som, só está disponível para assinantes que paguem 14 euros ou mais por mês, o dobro do “pedido” pelo Spotify.

O TIDAL está empenhado em continuar a crescer, e a Taylor Swift pode ser uma aposta para levar o serviço a mais público mainstream.. Todavia, a adição do catálogo da cantora pop não deverá ter um grande impacto no serviço de Jay-Z, pois a sua música pode ser encontrada em serviços como a Beats Music ou o Rhapsody. Além disso, o seu mais recente álbum de Swift, 1989, ficou de fora do TIDAL.

Não é ainda se o TIDAL conseguirá vingar ou não num mercado cheio de serviços de streaming de música, muitos deles com opções gratuitas. O que é certo é que, com tanta discussão sobre qual o modelo de negócio indicado para este tipo de serviços – e qual o mais justo tanto para utilizadores, como para artistas e editoras –, a indústria da música está novamente a tornar-se no caos em que se tornou depois na revolução digital, e que parecia ter sido minimizado com o aparecimento das plataformas de streaming.