Uber junta-se à ONU para empregar 1 milhão de mulheres até 2020


É o lado social de uma das empresas que nos últimos cinco anos mais tem escalado e que hoje, segundo o Wall Street Journal, vale mais de 40 mil milhões de dólares.

Defendendo a igualdade de género, a Uber anunciou hoje uma parceria com a ONU para “potenciar oportunidades económicas para as mulheres”. Nesse sentido, a empresa quer chegar a 2020 com 1 000 000 mulheres empregadas como motoristas no seu serviço.

“Homens e mulheres são iguais na nossa plataforma. Acreditamos que juntos podemos fazer a diferença, dando mais poder às mulheres, de maneira a aumentar o nosso impacto transformador”, explicou Salle Yoo, do conselho geral da Uber, numa conferência de imprensa, esta segunda-feira.

A Uber não detalha quantas mulheres motoristas emprega actualmente no globo. Mas avança que nos Estados Unidos cerca de 14% dos 160 mil condutores são do sexo feminino e que todos os meses milhares de novas pessoas se juntam à empresa.

Entre as vantagens destacadas pela Uber está a flexibilidade de horários, que os motoristas podem gerir de forma a equilibrar a vida pessoal com a profissional e ainda dedicar-se a projectos paralelos. “Damos a possibilidade de um horário livre, que deixa margem para que as mulheres sejam activas nas suas comunidades, passem tempo com as respetivas famílias e dêem espaço ao seu lado mais empreendedor”, disse Yoo.

A Uber não vai permitir que passageiros do sexo feminino possam chamar um veículo conduzido por uma mulher motorista. A empresa, todavia, já reforçou a segurança do serviço em países controversos como a Índia, com a adição de um botão SOS.