5 filmes que não seriam os mesmos sem Jack Nicholson


O Shifter dá os parabéns a John Joseph Nicholson, mais conhecido pelo nome artístico Jack Nicholson é um dos actores mais bem sucedidos do mundo. Desde os papéis complexos que já representou, como psicopata, assassino e lobisomem, aos prémios e honras que conseguiu para si – dois óscares de melhor actor e o recorde de nomeações nesta categoria – encontramos diversos pontos altos na sua carreira.

E quando se está no activo há cerca de 55 anos, dá jeito ter o Shifter a mostrar-te os momentos do Jack que nunca esquecemos. Feliz aniversário!

The Little Shop of Horrors

Como é que um filme que é terror e comédia, acerca de um florista que tem na sua planta canibal um êxito e um grande problema, se torna um título de culto? Se calhar foi mesmo pelos três minutos de Jack Nicholson. Depois de se estrear em “The Cry Baby Killer”, aqui aparece com o melhor da sua estranheza. Wilbur Force, a personagem masoquista e que aparece a meio de um assassinato é tão sádico como cromo. As dez cavidades que tem de arranjar e os sorrisinhos que lhe despertam apresentam-nos o ator num registo creepy que lhe é muito natural. Afinal, quem diz “Don’t Stop Now” a meio do dentista?

One Flew Over the Cuckoo

Este é um filme extraordinário cujo ator principal ajudou a que ficasse na memória de todos. Um dos poucos filmes que levou óscar nas cinco principais categorias e um exemplo doido dos alcances que Jack Nicholson consegue ter no papel principal. Aceitou o prémio dos BAFTA sem ter saído da personagem e mostrou como os figurantes – que eram mesmo pacientes de uma instituição psiquiátrica – pareciam ainda menos loucos que ele. Uma loucura de filme e de papel principal.

Batman

Por muito fãs que sejamos do universo de Batman, é inegável que a nova geração de filmes teve um impacto muito maior que as caricaturais obras de Tim Burton – apesar da escolha ideal dos comics de Alan Moore (Watchmen) e Frank Miller (Sin City) para base do filme. O que já temos neste filme é um papel tremendo de Nicholson no lugar de Joker, um papel extenuante e duro, à qual dá uma crebilidade carnal e espiritual. Explorou-o tão bem que foi o primeiro a avisar Heath Ledger da carga emocional que seria interpretá-lo.

The Shining

Este é um dos papéis mais icónicos de Jack Nicholson e um dos que menos temos para dizer quando o génio no ecrã não deixa de nos interromper. O homem certo para este papel, foi a primeira escolha de Stanley Kubric no casting e com tantas revisões pelo realizador ao guião, Nicholson deu por ele a ter de memorizar as suas linhas minutos apenas antes da cena. Até a famosa frase “Here’s Johnny” é um improviso, se bem que Eraserhead de Lynch foi mostrado muitas vezes ao elenco para passar o tom psicótico que se procurava.

Podes saber mais acerca da preparação obsessiva para o papel neste artigo do Shifter.

Chinatown

Não me costumo gabar – até porque nem é assim tão cool quanto isso – da quantidade de film noir que vejo. O número já deve andar nas dezenas e no entanto, quando vi Chinatown – um noir a cores e com uma trama política, elementos pouco habituais –, fiquei rendido ao take de um ator moderno num papel tão clássico como o de um detetive. Aproxima o filme de um título de ação, enrola-nos na trama com a sua falta de noção única e dá-nos esta cena tão cool para qualquer cinéfilo: o realizador Roman Polanski a interpretar o bandido que lhe arranca o nariz.