A start-up que quer plantar mil milhões de árvores por ano com drones


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Diz a sabedoria popular que antes de morrer devemos escrever um livro, ter um filho e plantar uma árvore. A empresa britânica que te apresentamos de seguida vai mais além: apesar de não ter intenções literárias ou reprodutivas de monta, quer plantar 1 000 000 000 de árvores… por ano!

A BioCarbon Engineering, uma start-up sediada no Reino Unido, está preocupada com a desflorestação. E não é para menos, visto que cerca de 26 mil milhões de árvores são cortadas todos os anos. De acordo com dados do World Resources Institute, 80% da floresta original no nosso planeta foi destruída. As zonas que mais sofrem com a desflorestação são as florestas tropicais, um dos habitats com maior biodiversidade do planeta e que vêem a sua área ser reduzida com o avanço humano, quer para a expansão demográfica quer para a obtenção de recursos. Segundo dados da empresa, são plantadas 15 mil milhões de árvores por ano; não é preciso pegar numa máquina de calcular para perceber o notório desequilíbrio entre a taxa de desflorestação e reflorestação, um desequilíbrio com consequências nefastas sobre o ambiente e a biodiversidade.

O problema é grande e é por isso que a empresa liderada por Lauren Fletcher quer actuar à altura e utilizar métodos inovadores. Neste caso, plantar mil milhões de árvores a partir do céu, recorrendo a drones. Fletcher, um engenheiro ambiental com mais de 20 anos de experiência na NASA e CEO da BioCarbon Engineering revelou à FastCo que “a única forma de enfrentarmos estes problemas antigos é utilizando técnicas que não nos estavam disponíveis anteriormente. Através desta abordagem conseguimos atingir o nível do problema que se nos apresenta”.

A reflorestação recorrendo aos drones não é necessariamente melhor que o tradicional método de semear. Mas será definitivamente mais rápida e mais barata. Os drones irão sobrevoar zonas, recolher dados e transmiti-los à base onde será avaliado o potencial reflorestativo. Numa segunda fase, o aparelho plana a 2/3 metros da superfície, disparando uma cápsula que contem uma semente pré-germinada e alguns nutrientes para garantir um bom crescimento inicial após ser alojada na terra.

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O recurso aos drones não pretende desencorajar a plantação manual de árvores, mas sim complementá-la e ajudar no combate à perda de áreas verdes. Será, além disso, uma forma bastante importante de acesso a áreas remotas e com terrenos potencialmente férteis.

O projecto liderado por Fletcher e que conta com uma experiente equipa de engenheiros ambientais, biológicos e geógrafos foi já distinguido em vários certames da especialidade. Por enquanto os drones apresentados não passam de protótipos mas a empresa prevê que terá um produto completamente funcional no final deste verão.

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