Este robô penetrou nas ruínas de Fukushima


Quatro anos depois de um dos piores desastres nucleares da História, um intrépido robô penetrou nas ruínas da central nuclear de Fukushima.

A 11 de Março de 2011, a central nuclear de Fukushima I (uma das 22 centrais nucleares do Japão) foi atingida por um tsunami, formado ao largo da costa oeste do Japão após um sismo com uma intensidade de 9.0 na escala de Richter. O impacto provocou o curto-circuito de três dos seis reactores da central, levando à libertação de grandes quantidades de material radioactivo, transformando-se rapidamente no maior desastre nuclear desde o sombrio acidente de Chernobyl na década de 80.

O pequeno robô equipado com uma câmara foi enviado para o interior do reactor nº1, um dos três reactores afectados pelo tsunami e que se encontram selados. O aparelho tinha como missão medir os níveis de radiação e explorar o interior do reactor.

Para tal, o robô foi  construído para que pudesse modificar a sua forma de modo a caber dentro de um tubo com 10 cm de diâmetro, e só depois recuperar a sua forma inicial uma vez fora da conduta. No vídeo seguinte, disponibilizado pela Tokyo Electric Power Company (TEPCO), podemos observar no canto inferior direito a medida dos níveis de radiação em sieverts por hora (sv/h). A certa altura podemos observar que num dos checkpoints do robô, os níveis atingiram os 9,7 sv/h, um nível suficiente para matar um adulto em um hora.

Era previsto a missão de exploração durar 10h mas, após 3h, o robô deixou de funcionar, alegadamente após ter ficado preso numa das zonas. Um outro robô foi enviado seguidamente e percorreu quase na totalidade o objectivo, apesar de a câmara ter deixado de funcionar devido a danos provocados pela radiação. Ambos os aparelhos foram deixados dentro do reactor depois de terem enviado os dados recolhidos.

Este foi mais um passo importante no processo de descontaminação da região de Fukushima, após um acidente que obrigou a repensar a energia nuclear como fonte segura em todo o Mundo e, em particular no Japão, um país com forte actividade sísmica.