Gabriel García Márquez: livros que não esquecemos


O amor pode morrer de cólera, mas os livros não morrem por nada deste mundo. E é por isso mesmo que 365 dias depois do falecimento de Gabriel García Márquez, o recordamos através daquilo que nunca desaparece.

São cinco obras de um escritor que tocou almas e corações com a sua prosa clara, iluminada e inspiradora. E são mais do que uma lembrança. São uma lembrança viva e uma memória onde podemos sempre voltar.

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Notícia de Um Sequestro

A nossa lista começa com o único título não-ficção que selecionámos. Em 1996, Márquez ainda trabalhava como jornalista, dizendo que o ajudava a manter-se em “contacto com o mundo real”. Nesta obra examina uma série de raptos organizados por Pablo Escobar nos tempos em que o Cartel Medellín era a coqueluche do narcotráfico e do terror. O mérito? Ter uma escrita emocional mesmo longe da ficção.

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Amor em Tempo de Cólera

Inspirado pelo tempo que o seu pai tinha passado a cortejar a sua mãe, Amor em Tempo de Cólera conta-nos como Florentino Arizo e Fermina Daza foram bloqueados pelo casamento dela com um médico que está a tentar erradicar a cólera de vez, esperando o tempo que for preciso até dar certo. É uma prova de como os bons escritores conseguem fazer grandes livros de premissas lamechas.

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Memória das Minhas Putas Tristes

A inspiração deve estar mesmo em todo o lado, não é? É num livro do Nobel japonês Kawabata que Márquez encontra esta história, num excerto em que percebe que um homem não deve pôr nem um dedo na boca de uma mulher que dorme. A partir daqui começa a história de um homem de 90 anos que quer uma virgem de prenda de anos e da paixão que nasce ao não poder tê-la.

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Cem Anos de Solidão

Cem Anos de Solidão conta a história da família Buendía na paisagem ficcional que é a vila de Macondo. Com ingredientes de êxito literário como incesto, adivinhação e uma prosa que cai como veludo no papel, este foi um bestseller imenso e intenso para tantos dos seus leitores. É o grande responsável pela fama precoce do autor e a chama que acendeu muita da grande literatura da América Latina.

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O Outono do Patriarca

Gabriel García Márquez passou dez anos a investigar os regimes ditatoriais que iam saltando das Américas à Europa, como Pinilla, Perón e Franco. Foi com essa base que decidiu fazer o twist de génio desta obra. A obra começa com a morte de um “líder mais velho que todos os homens velhos e todos os animais mais velhas do mar e da terra.” É a partir daqui que começa a questionar porque todos os homens querem ser Masters of the Universe.