O Coliseu Porto apresenta-se este sábado numa festa de “lotação ilimitada”


12 bandas. 7 horas. 4 espaços. 18 euros, porque é dia 18. Já este sábado.

O Coliseu renovou a sua identidade passando a ser conhecido como Coliseu Porto. Porque se confunde e mistura coma cidade que é a sua. Com uma nova imagem, um novo site e um novo ritmo está a transformar-se na “praça coberta do Porto”, atendo aos diferentes públicos da sua área metropolitana.

coliseuportoflic_02

Ao aprofundar a sua relação com a cidade e com a região, com todos os cidadãos que a habitam e visitam, o Coliseu Porto oferece uma cada vez maior diversidade de concertos e experiências. Nesta nova fase da sua já longa e enriquecedora vida estão a ser reformulados conteúdos artísticos emblemáticos do Coliseu Porto, casos da Ópera e do Circo, e intensificado a aposta numa programação própria, como é o caso desta festa.

Com o FLIC (Festa Lotação Ilimitada Coliseu), já este sábado, tem inicio o primeiro de muitos outros momentos de aproximação desta grande sala de espectáculos à realidade contemporânea do Porto e dos seus cenários.

No dia 18 de Abril, o Coliseu Porto vai abrir todos os espaços a uma série de bandas que por si só não seria óbvio que ocupassem uma sala tão grande, capaz de acolher mais de 3 000 espectadores. A apresentação do Coliseu Porto a novos públicos desconhecido é o alicerce base da programação deste dia. O público vai poder circular livremente entre espaços que nunca visitou, nomeadamente o Salão Ático, o Salão Jardim e a Sala Principal do Coliseu, abrindo-se assim o Coliseu Porto a todos.

A fachada exterior do edifício não será descurada, mostrando em projecção vídeo, tudo o que se passará lá dentro. A partir das 20h30 as portas abrem e os 3 palcos enchem-se de música trazendo a festa à mais emblemática sala de espetáculos do Porto.

Garden Saloon

Habitualmente conhecido como Salão Jardim, este espaço será o novo bar do Coliseu Porto. Um lugar de convívio, de encontros, e, essencialmente, um prolongamento da rua e dos espetáculos.

21h30 – Les Crazy Coconuts

O que uma bateria tem em comum com o sapateado? Aparentemente nada, mas esta banda de Leiria sabe juntar a música a este estilo de dança numa simbiose original e sem rótulos.

Desde 2012 que Gil Jerónimo, Tiago Domingues, Hugo Domingues e Adriana Jaulino são Les Crazy Coconuts, um grupo com um ritmo próprio, repleto de melodia e precursão. Estão a gravar o disco de estreia onde misturam novas tendências da canção pop e rock ao movimento do corpo e, consequentemente, da mente.

22h30 – Black Bombaim

Os Back Bombaim são um grupo de rock psicadélico composto por Ricardo Miranda, Tojo (Vítor Rodrigues) e Senra (Paulo Gonçalves. O primeiro trabalho homónimo foi lançado em 2009 e já há quem afirme que este trio de Barcelos fez mais pela cidade nos últimos anos que o galo local.

Articulando a bateria, guitarra e baixo são capazes de evocar Pink Floyd, Tangerine Dream ou Sleep, sendo explosivos em palco e irreverentes nas ideias e nos ideais.

Já percorreram digressões europeias e nos últimos trabalhos contaram com participações de Adolfo Luxúria Canibal, Noel V. Harmonson ou Steve Mackay.

23h30 – Throes + The Shine

O Porto cruza-se com Luanda no encontro entre o rock, do lado dos Throes, e o kuduro, pelo lado dos The Shine.

A união destes dois estilos ricos e frenéticos faz desta parceria improvável um caso de sucesso provado no álbum de estreia “Rockduro”, editado em 2012. Mas Throes + The Shine não ficaram por aqui e em 2014 nasce “Mambos de Outros Tipos”, um trabalho onde o espírito alegre e o ritmo quente marcam presença e pedem licença.

A partir das 00h30, o DJset é com a dupla feminina FanfaNash.

Salão Ático

Um típico salão de festas dos anos 1960, devidamente decorado com fotografias de estrelas de Hollywood, transforma-se mudando o nome e a sua função. Salão Ártico será agora palco de novas viagens sonoras com horizontes musicais ainda por explorar.

21h00 – Memória de Peixe

A guitarra no centro de tudo, a instrumentalidade e o improviso como palavras-chave. Eis os Memória de Peixe, agora com uma nova formação e, em breve, com um novo disco. A banda de Lisboa editou, em 2012, o seu trabalho homónimo de estreia, que alcançou um reconhecimento nacional e internacionalmente que os levou a tocarem em eventos como o Optimus Primavera Sound, o Festival Milhões de Festa ou o Festival Coquetel Molotov no Brasil. A banda acredita na imagem e no pormenor, um percurso onde nada é feito ao acaso. E ainda bem.

22h00 – B Fachada

B Fachada é o nome artístico de Bernardo Cruz Fachada um cantautor e multi-instrumentista natural de Queluz, considerado o maior escritor de canções da sua geração. Cresceu com Zeca Afonso, Dylan e Tom Waits no ouvido e é comparado a António Variações pela frescura e vibração da sua voz. Canta em português e as suas letras relatam de forma humana e contemporânea o que é viver em Lisboa e no Portugal de hoje.

B Fachada já colaborou com os Diabo na Cruz, Walter Benjamin ou Sérgio Godinho.

23h00 – LADERS (DJset)

LASERS é o projecto de Electrónica/Beats do portuense João Lobato, caracterizado pelo uso marcado de micro-sampling, batidas fortes e linhas etéreas de sintetizadores.

No EP homónimo editado em 2012 pela Bad Panda Records Lobato pega em samples, linhas de sintetizadores e batidas fragmentadas de dubstep, hip-hop e outros estilos, suavizando-os e fazendo-os deslizar em mantos de electrónica orgânica e luzidia, com melodias afectivas que fazem lembrar Gold Panda, Shigeto ou Toro y Moi (sim, há ali traços de chillwave).

Ao vivo faz-se acompanhar de visuais dinâmicos que funcionam como feedback da performance musical.

Se enquanto músico a sua preocupação se foca maioritariamente em fazer música bonita que explora os diversos elementos de composição de forma exímia, aproveita a sua recente face enquanto DJ para partilhar as suas influências dentro das batidas mais pesadas e direcionadas para a pista. 

Sala Praça

Símbolo da cidade e da arquitetura moderna, esta é a sala mãe do Coliseu Porto, espaço onde o passado e o presente se fundem e confundem. Com outro ritmo e uma imagem que combina com a cidade, o Coliseu é considerado a praça coberta do Porto onde todos os públicos têm lugar para passar e ficar. Esta será a Sala Praça que, refletindo este novo fôlego, motiva e provoca uma descoberta desmedida e uma liberdade sem fim.

22h30 – Mind da Gap

Esta banda de Hip Hop portuense já conta com mais de 20 anos de carreira. Entre rimas e muita persistência o seu crescimento é claro e consistente. Ace, Presto e Serial são a “Tríada Nuclear”, cantam juntos em português e criam um movimento impar no mercado discográfico deste género musical.

A expressão urbana dos Mind da Gap é feita através de batidas e de letras perspicazes. Revelam-se em palco e revelaram a sua maturidade em 2012 no álbum “Regresso eu Futuro”. 2015 é ano de novo disco.

23h45 – Dealema

São um dos mais antigos grupos de Hip-Hop português, criado na década de 90, com membros de Gaia e do Porto, MC’s de íngua afiada e com um extenso vocabulário.

Como sempre a sua mensagem pretende de forma direta provocar no ouvinte sentimentos concretos tendo como veículo a poesia e ambientes carregados de intensidade.

Se o primeiro trabalho dos Dealema a ver a luz do dia surge em 1996, ano em que apresentam o mítico “Expresso do Submundo” que foi recentemente reeditado em formato K7, a terminar 2013 chegou a “Alvorada da Alma”, um regresso às origens, à paixão pela música. Este último trabalho conta pela primeira vez com 12 convidados, alguns deles nomes internacionais do hip-hop ao rap, denunciando uma diversidade sonora que se consagrou grandiosa.

01h00 – The Legendary Tigerman

The Legendary Tiger Man é o alter-ego de Paulo Furtado, um multifacetado artista de Coimbra.

Inspirado no velho formato de one-man-band, este é um conceito adaptado ao século XXI com uma estética e identidade muito particulares, onde ao tradicional (bombo, prato de choque e guitarra) se acrescentam rasgos de eletrónica.

Em palco Tigerman não passa despercebido nem é, tao pouco, indiferente. Em 2011 consagra-se nos Coliseu do Porto e Lisboa e não restam dúvidas, The Legendary Tigerman não é só um projeto musical. Tem na imagem, através da fotografia e do cinema, algo tão importante como a música.

A partir das 2h00, o DJset fica a cargo dos Gin Party Soundsystem.

Monumental Foyer

20h30 – Nitroniuous (DJset)

Nitronious não tem limites. Seja na procura da batida perfeita, da luz perfeita, do sabor perfeito – prima pela multidisciplinaridade – corre atrás da novidade, mas traz ao mesmo tempo todo o passado bem estudado.

Um nome já bem cimentado no panorama noturno do Porto, embora já contando com várias aparições noutros pontos do país, podemos ainda ouvi-lo no éter, sintonizando a frequência da Rádio Universidade de Coimbra.

No comando da mesa de mistura aposta na fusão de várias linguagens, desde o mais sujo left field aos hits do pop mais pop, ele vai lançar aquela faixa no momento em que ninguém está à espera e, provavelmente, vai funcionar.