O que mais queremos ver no IndieLisboa 2015


De 23 de Abril a 3 de Maio, o cinema independente vai estar em destaque em Lisboa. Trata-se de mais uma edição do IndieLisboa. O programa é tão extenso que é natural perderem-se por lá. Foi por isso mesmo que o Shifter já fez as suas escolhas e apresenta o que mais nos cativa na edição que aí vem. As vossas escolhas já estão feitas?

Podes consultar os horários das sessões aqui.

Competição Internacional

Fazer uma seleção dos filmes da competição internacional nem devia ser permitido. É a seleção da seleção, com todos os riscos que isso acarreta. Neste caso fizemos um esforço e dentro as 12 obras a concurso selecionamos as 7  que nos pareceram particularmente sugestivos. A tarefa relevou-se difícil perante lista de 12 filmes promissores e que privilegia a pluralidade de linguagens no cinema.

  • Aferim!
    Radu Jude, Roménia, Bulgária, República Checa, Ficção, 2015, 108’
  • Ela Volta na Quinta/She Comes Back on Thursday
    André Novais Oliveira, Brasil, Ficção, Documentário, 2014, 107’
  • Listen Up Philip
    Alex Ross Perry, EUA, Ficção, 2014, 108’
  • Melbourne
    Nima Javidi, Irão, Ficção, 2014, 93’
  • Quand Je Ne Dors Pas
    Tommy Weber, França, Ficção, 2014, 80’
  • Sivas
    Kaan Mujdeci, Turquia, Alemanha, Ficção, 2014, 97’
  • Une Jeunesse Allemande/A German Youth
    Jean-Gabriel Périot, França, Suíça, Alemanha, Documentário, 2015, 93’

Competição Nacional

Se da competição internacional ainda conseguimos escolher , na competição nacional recusamo-nos por completo. A seleção deste ano traz-se quatro obras de realizadores nacionais que merecem a nossa inteira atenção.

  • Gipsofila/Gypsophila
    Margarida Leitão, Portugal, Documentário, 2015, 61′
  • Os Olhos de André/The Eyes of André
    António Borges Correia, Portugal, Ficção, 2015, 65′
  • A Toca do Lobo/The Wolf’s Lair
    Catarina Mourão, Portugal, Documentário, Ficção, 2015, 102′
  • Uma Rapariga da Sua Idade/A Girl of Her Age
    Márcio Laranjeira, Portugal, EUA, Documentário, Ficção, 2014, 85′

Silvestre

Silvestre é uma novidade do IndieLisboa 2015: aglomera as antigas categorias Observatório, Cinema Emergente e Pulsar do Mundo e traz-nos uma retrato do panorama cinematográfico mundial. Silvestre é uma seleção equilibrada de jovens cineastas e de outros mais consagrados, um pouco por todo o mundo.

  • Before We Go
    Jorge León, Bélgica, Documentário, 2014, 82′
  • Queen of Earth
    Alex Ross Perry, EUA, Ficção, 2015, 90′
  • Mar
    Dominga Sotomayor, Chile, Argentina, Ficção, 2014, 60′
  • Trudno byt’ Bogom/Hard to Be a God
    Aleksey German, Rússia, Ficção, 2013, 170′
  • Buzzard
    Joel Potrykus, EUA, Ficção, 2014, 97′
  • For the Plasma
    Bingham Bryant, Kyle Molzan, EUA, Ficção, 2014, 94′
  • Mange tes morts/Eat Your Bones
    Jean-Charles Hue, França, Ficção, 2014, 94′
  • Queen of Earth
    Alex Ross Perry, EUA, Ficção, 2015, 90′
  • Le Paradis
    Alain Cavalier, França, Documentário, 2014, 70′
  • Takva su pravila/These Are the Rules
    Ognjen Sviličić, Croácia, França, Sérvia, Macedónia, Ficção, 2014, 78′
  • Une Histoire Américaine/Stubborn
    Armel Hostiou, França, Ficção, 2015, 86′

Herói Independente

Esta é a secção em que o IndieLisboa pretende destacar os cineastas que mais admira, pelo seu trabalho “os que trabalham em prol de um cinema totalmente livre de pré-conceptualizações e preconceitos, livre”. Nesta edição de 2015, a atenção vai ser dada a Mia Hansen-Love e a Whit Stillman; seleccionámos um filme de cada realizador.

Mia Hansen-Love

Mia Hansen-Løve já afirmou que, por se sentir demasiado infeliz na vida, tomou a decisão de se dedicar ao cinema. No entanto, não é a tristeza que domina a sua obra, nem sequer o pessimismo que comanda as personagens que escreve e filma. Pelo contrário: os filmes da realizadora francesa são tocados, em igual medida, pela luz e pela sua sombra, por momentos de grande paixão como pela melancolia. Por outras palavras, retratos doces, verdadeiros, profundos e emotivos de personagens que buscam um caminho para as suas vidas e um lugar para os seus sentimentos, seja por uma correspondência no amor e no espaço familiar, como em desejos secretos que se movem na intimidade, no nosso olhar, ou nos sonhos aos quais se prestam a nossa vocação e o nosso destino.

  • Eden
    Mia Hansen-Løve, França, Ficção, 2014, 131′

Whit Stillman

Apesar de nenhum filme seu ter sido distribuído nas salas de cinema portuguesas, Whit Stillman surge como uma figura paternal da actual geração do cinema norte-americano: Wes Anderson, Noah Baumbach, Greta Gerwig, ou mesmo da escrita de Lena Dunham para a TV (um terreno onde Stillman começa a aventurar-se). Por outras palavras, retratos da jovem idade adulta geralmente pertencente à alta burguesia nova-iorquina (ou o que resta dela), onde se tenta mergulhar, de forma obsessiva, em jogos de prazer encadeados por diálogos inteligentes e ríspidos, na descodificação dos desejos sexuais assumidos e reprimidos, ou na crítica da frequentação social que se avalia pela linguagem, pela aparência, e pela incessante atracção pelo artifício nas escalas sociais.

  • Metropolitan
    Whit Stillman, EUA, Ficção, 1990, 98′
  • Damsels in Distress
    Whit Stillman, EUA, Ficção, 2011, 99’

Director’s Cut

Director’s Cut são filmes novos que mergulham na memória do cinema como sua principal inspiração e matéria-prima, incluindo documentários sobre realizadores e actores de culto, e filmes experimentais que retrabalham o património visual cinematográfico.

  • Les Gants Blancs [The White Gloves]
    Louise Traon, França, Documentário, 2014, 58′
  • Rabo de Peixe – Director’s Cut [ Fish Tail – Director’s Cut]
    Joaquim Pinto, Nuno Leonel, Portugal, Documentário, 2015, 103′

Director’s Cut em Contexto

Numa altura em que no cinema português ainda ecoa a morte de Manoel de Oliveira, o Indie traz-nos uma das últimas obras do cineasta na sub-secção Director’s Cut em Contexto, organizada em colaboração com a Cinemateca Portuguesa.

  • O Estranho Caso de Angélica/ The Strange Case of Angelica
    Manoel de Oliveira, Portugal, Espanha, França, Brasil, Ficção, 2010, 97’

Sessões Especiais

Capitão Falcão é a estrela do ano. A aguardada comédia, realizada por José Leitão e protagonizada por Gonçalo Waddington, estreia no primeiro dia do Festival e prevê-se que seja uma das sessões com maior procura.

  • Force majeure/Turist
    Ruben Östlund, Suécia, França, Noruega, Ficção, 2014, 118′
  • Capitão Falcão
    José Leitão, Portugal, Ficção, 2015, 100′