Uber lança agressiva campanha de defesa do serviço: #SomosTodosUBER


 
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#SomosTodosUBER. A hashtag nasceu entre a comunidade que se juntou no Facebook para defender a continuação da Uber em Portugal e agora foi adoptada pela própria empresa numa agressiva campanha online que pretende deixar bem claro que a plataforma que presta não é um “risco para quem a utiliza”.

“O vosso apoio tem sido e continuará a ser fundamental para que os decisores legais e políticos portugueses permitam que os cidadãos das duas cidades possam escolher como querem viajar”, escreve Rui Bento, general manager da Uber Portugal, numa nova nota no blogue da empresa.

O executivo refere que, dois dias depois de “um tribunal de Lisboa ter aparentemente tomado uma decisão acerca da operação da Uber”, ainda não recebeu do mesmo qualquer notificação oficial. “A falta de transparência e de clareza em relação a este processo causa-nos profunda estranheza”, escreve.

Foi o Tribunal de Primeira Instância de Lisboa que, esta terça-feira, considerou o Uber um “ilegal, publicitada de forma enganosa e um risco para quem a utiliza”, dando razão à ANTRAL e ordenando numa providência cautelar o encerramento imediato da actividade da multinacional norte-americana no país.

Em comunicado, Rui Bento questiona a decisão do Tribunal, colocando quatro questões:

  • Como é que pode ser um sério risco para Portugal a oferta de viagens seguras, económicas e fiáveis para as pessoas de Lisboa e do Porto, através de uma alternativa inteiramente complementar às opções e infra-estruturas de transporte existentes?
  • Como é que pode ser um sério risco para Portugal oferecer escolha e permitir que cada pessoa decida como se quer deslocar na sua cidade?
  • Como é que pode ser um sério risco para Portugal a criação de oportunidades económicas e de trabalho para motoristas, perfeitamente capacitados para o exercício desta actividade?
  • Como é que pode ser um sério risco para Portugal oferecer o acesso a tecnologias novas e modernas, que facilita a vida das suas pessoas?

A Uber sustenta, num extenso texto, a legalidade do serviço e deixa um apelo final: “convidamo-vos a juntarem-se à página de Facebook Queremos a Uber em Portugal, a assinarem a petição com o mesmo nome (ambas iniciativas geradas espontaneamente por utilizadores da Uber) e a usarem o hashtag #SomosTodosUBER vossos posts de apoio nas redes sociais”
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Uber pronta a apresentar queixa contra Portugal

A Uber fez ainda saber que vai apresentar uma queixa forma junto da Comissão Europeia contra Portugal caso confirme formalmente a proibição de operar decidida por um juiz de Lisboa.

“Os nossos advogados dizem que isto é altamente irregular, ao abrigo da lei portuguesa. Se isto é verdade, não só o juiz está a aceitar a providência cautelar – a banir temporariamente a Uber – como também está a dizer que as operadoras de telecomunicações e as operadoras de cartões de crédito devem bloquear as aplicações”, disse o responsável da empresa para a Europa, Mark MacGann, à agência Lusa.

“Nós apresentámos queixas formais contra Espanha junto da Comissão Europeia, por violação dos Tratados Europeus, violação de Directivas Europeias sobre telecomunicações e violação da Diretiva Europeia sobre o E-Commerce [comércio electrónico]. Se é verdade o que os media dizem sobre esta decisão do tribunal [de Lisboa], então é claro que também vamos apresentar uma queixa sobre a situação portuguesa junto da Comissão Europeia”, salientou Mark MacGann.

A Uber vai continuar a operar em Portugal até ser formalmente notificado por um Tribunal a proibir a sua actividade.

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